Bolsas da Europa fecham mistas, à espera de atas de Fed e BCE, além de orçamento britânico

As bolsas da Europa fecharam mistas nesta segunda-feira, 20, no primeiro pregão de uma semana que será marcada pela divulgação das atas de Federal Reserve (Fed) e Banco Central Europeu (BCE), além do orçamento do Reino Unido.

Em Londres, o FTSE 100 caiu 0,11%, aos 7.496,36 pontos; enquanto isso, em Frankfurt, o DAX recuou 0,11%, aos 15.902,18 pontos; em Paris, o CAC 40 subiu 0,18%, aos 7.246,93 pontos; em Milão o FTSE MIB teve alta de 0,15%, aos 29.541,90 pontos; em Lisboa, o PSI 20 ganhou 0,62%, aos 6.339,99 pontos. Em Madri, o IBEX subiu 0,95%, aos 9.854,10 pontos. As cotações são preliminares

Nesta segunda, o índice de preços ao produtor (PPI, na sigla em inglês) da Alemanha caiu 11,0% na comparação anual de outubro e caiu 0,10% na comparação com setembro. De acordo com o City Index, o dado aumenta as expectativas de que o Banco Central Europeu (BCE) não vai mais aumentar as taxas de juros". Segundo a casa de investimentos, a expectativa é que o BCE comece a cortar juros já no segundo trimestre de 2024.

Enquanto isso, investidores também monitoraram as falas dos integrantes do BCE Pierre Wunsch e Pablo Hernández de Cos, que foram categóricos ao destacar que as taxas de juros não devem ser cortadas tão cedo. Também nesta segunda, o BCE afirmou em artigo que os lucros dos bancos europeus subiram neste ano, mas as baixas avaliações das ações dos bancos devem pesar sobre o crescimento do crédito na zona do euro.

No Reino Unido, as ações do Ashtead Group despencaram 10,30% depois da empresa revisar para baixo sua expectativa de lucro para 2023, e contribuíram para o FTSE 100 fechar no vermelho. Enquanto isso, os investidores aguardam, na quarta-feira, 22, as novas expectativas do governo para as metas fiscais.

Também nesta segunda-feira, os papéis da Bayer pesaram sobre o DAX e caíram 17,86%, na esteira das atualizações do noticiário corporativo de que a empresa interrompeu um estudo em fase final de um medicamento cardiovascular, devido à falta de eficácia. A Bayer também foi condenada a pagar US$ 1,6 bilhão numa ação judicial por conta de um herbicida da companhia. *Com informações da Dow Jones Newswires.

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