Altas em metalurgia, extrativas e refino puxam inflação no IPP de fevereiro, afirma IBGE

A alta de 0,06% nos preços dos produtos industriais na porta de fábrica em fevereiro foi decorrente de elevações em 14 das 24 atividades pesquisadas, segundo os dados do Índice de Preços ao Produtor (IPP), divulgado nesta terça-feira, 2, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No mês de fevereiro, os aumentos de preços mais acentuados ocorreram em limpeza e perfumaria (2,17%), madeira (2,08%), metalurgia (2,03%), calçados e couro (1,89%), extrativas (1,79%), papel e celulose (1,60%) e farmacêutica (1,41%).

Já as principais quedas ocorreram em alimentos (-1,42%) e máquinas e equipamentos (-1,31%).

O setor de alimentos exerceu a maior influência negativa sobre o índice nacional, ajudando a conter a inflação em -0,35 ponto porcentual. A atividade foi influenciada pela queda nos preços de produtos derivados da soja, arroz e carnes de bovinos frescas, explicou o IBGE.

"Houve a entrada da safra da soja e do arroz e um aumento do efetivo do gado para abate. Isso torna os preços mais baratos para a indústria", justificou o gerente de análise e metodologia do IBGE, Alexandre Brandão, em nota oficial. "Se não fosse pelo resultado negativo do setor de alimentos, que pesa cerca de 25% da indústria, o índice teria crescido mais em fevereiro", acrescentou.

Já os setores que mais pressionaram o IPP de fevereiro foram metalurgia (impacto de 0,12 ponto porcentual), indústrias extrativas (contribuição de 0,09 ponto porcentual) e refino de petróleo e biocombustíveis (alta de 0,74% e impacto de 0,08 ponto porcentual). Além da alta de preços de insumos e commodities, houve influência da valorização do dólar ante o real em fevereiro, apontou Brandão.