Após queda na abertura, taxas futuras de juros consolidam alta com inflação nos EUA

O mercado futuro de juros consolida a alta das taxas na manhã desta quarta-feira, depois de ter registrado queda significativa no início dos negócios. Depois de terem caído mais de 10 pontos-base como reação ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) abaixo do esperado, as taxas seguem renovando máximas e agora sobem na mesma proporção, seguindo a alta dos juros dos Treasuries.

Esses, por sua vez, reagem aos dados acima do esperado índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) dos Estados Unidos. Há instantes, a T-Note de dez anos marcava máxima de 4,51%. Com isso, alguns contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) já oscilaram em um intervalo de até 21 pontos, entre mínimas e máximas.

A percepção é de que os dados econômicos fortes e a inflação resistente nos Estados Unidos diminui o espaço para cortes de juros pelo Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), o limitaria o Banco Central brasileiro no processo de afrouxamento monetário.

"O CPI divulgado hoje (0,4% em março) praticamente aniquila as chances de corte de juros dos EUA em junho. E por aqui o mercado já enxerga uma taxa Selic maior. Os 9% de Selic terminal indicados pelo Boletim Focus não condizem com o atual cenário", afirma Meire Siqueira, planejadora financeira e sócia da Matriz Capital.

Às 11h17, o contrato de DI com vencimento em janeiro de 2025 estava em 9,98%, contra 9,93% do ajuste de ontem.

O DI de janeiro de 2026 tinha taxa de 10,07%, na máxima do dia, ante 9,89% do ajuste de ontem. O DI para janeiro de 2027 projetava 10,40%, contra 10,30%. E a taxa do DI para janeiro de 2029 estava em 10,97%, ante 10,85%.