'Não renunciamos à capacidade do BC monitorar mercado', diz Campos Neto, sobre câmbio

O presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, avaliou nesta quarta-feira, 8, que o novo marco cambial, em vigor há 500 dias, já permitiu a viabilização de novos modelos de negócios e a maior inserção internacional da economia brasileira. "O BC realizou uma pesquisa com as instituições financeiras e 84% delas informaram que a realização de operações de câmbio ficou mais ágil e eficiente, 76% indicaram um maior alinhamento da regulação brasileira aos padrões internacionais e 91% já modernizaram ou estão modernizando os procedimentos relativos a contas em reais de não residentes", afirmou, durante abertura do Seminário sobre os 500 dias da Lei de Câmbio e Capitais Internacionais, realizado pela autoridade monetária.

Campos Neto lembrou que a nova legislação consolidou em 29 artigos assuntos que antes eram tratados em 38 dispositivos legais com mais 400 artigos.

"Não renunciamos à capacidade de o BC monitorar o mercado, prevenir a lavagem de dinheiro e produzir estatísticas", enfatizou.

O presidente do BC destacou ainda que ocorreu um efetivo aumento do uso internacional da moeda brasileira em função da maior liberdade no uso de contas em reais de não residentes.

"Temos um exemplo de ampliação do uso da moeda nacional quando um viajante brasileiro está no exterior e consegue pagar suas compras em um estabelecimento comercial estrangeiro usando reais, inclusive com o uso do Pix", citou Campos Neto. "Com tantos benefícios que a nova lei proporcionou, seguimos motivados a buscar ainda mais aprimoramentos para o futuro, conforme já divulgamos em nossa agenda", concluiu.