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"Das incertezas conhecidas já não existe tanto temor; as novas é que metem medo", diz Rio Bravo

SÃO PAULO - Se julho transcorreu com poucas novidades de política econômica, mas com muitos preparativos, o mês de agosto já se inicia movimentado. Conforme ressalta a gestora Rio Bravo Investimentos, em relatório para comentar o desempenho do mês de julho, as atenções ficam voltadas para as expectativas sobre o que se passará depois de confirmado - muito possivelmente - o impedimento da presidente afastada Dilma Rousseff. 

De acordo com os gestores, pelo menos na área econômica, o esquadrão do presidente interino, Michel Temer, segue imóvel, mas está em alerta máximo. A Rio Bravo usa como exemplo a primeira reunião do Copom (Comitê de Política Monetária)  comandada por Ilan Goldfajn: o encontro trouxe demonstrações de conservadorismo apropriadas para a situação, ainda que um tanto diluídas pelas inovações na comunicação, que, embora mereçam elogios, prejudicaram um tanto as comparações "linguísticas" entre textos, afirma. Contudo, não houve alteração de política monetária. 

"Acumula-se energia para o dia seguinte do 'impeachment' sem que haja tanta informação sobre o que virá. Os mercados continuam positivos com o futuro, e vão surgindo a cada dia novos rumores quanto a reformas mais ousadas, em temas novos, antes proibidos, e que vão pavimentando a importância do primeiro momento de checagem que ocorrerá em agosto", ressalta a Rio Bravo. 

Apesar da perspectiva de reformas, a gestora ressalta que a dificuldade se eleva com a amplitude dos temas, e também com as ambições. "Um governo focado e uma base parlamentar organizada e azeitada podem fazer muita coisa, mas não tudo. Será um desafio não sobrecarregar o Congresso", aponta a gestora, ressaltando que a espera por novidades na economia tem sido longa e dolorosa.

De acordo com os gestores, em agosto haverá, pelo menos, a Olimpíada do Rio como distração. Porém, a atenção segue redobrada. "Neste sentido, há uma ansiedade nova, decorrente da possibilidade de atentados terroristas no Rio de Janeiro, e seus efeitos, que se agregam às ansiedades já antigas, referentes a fatos novos que pudessem trazer Dilma Rousseff de volta ao cenário político, para o bem ou para o mal, ou revelações da Operação Lava Jato atingindo políticos de toda ordem", dizem eles. "Das incertezas conhecidas já não existe tanto temor. As novas é que metem medo", completam. 

Já no resto do mundo, a Rio Bravo reforça que passou o sobressalto inicial com o Brexit, cujos desdobramentos serão trabalhados no detalhe nos próximos meses. Porém, as eleições americanas prometem muita instabilidade. "As tensões globais em torno de temas como imigração e terrorismo, refletindo problemas crônicos no Oriente Médio, terão efeitos sobre diversas eleições a ter lugar nos países mais diretamente envolvidos nesses enredos. Há ventos nacionalistas e populistas cujas consequências são imprevisíveis e inquietantes".

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