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Assessor de investimentos aponta 2 aplicações para fazer após corte na Selic

SÃO PAULO – Na última quarta-feira (19), o Copom (Comitê de Política Monetária) optou por cortar a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual, entrando no patamar de 14% ao ano. O corte não surpreendeu o mercado, que chegava até a especular uma queda mais agressiva, de 0,5 ponto percentual, conforme comenta o assessor de investimentos da Allux Investimentos Ronaldo Bella.

Para Ronaldo, esse movimento já estava precificado com força pelo mercado, mas ainda é possível apostar em títulos prefixados para quem pensa mais no médio prazo. "Muitas pessoas começam a enxergar a taxa de juros chegando em até um dígito em 2018, assim as taxas atuais para 2023 e 2024, por exemplo, se mostram muito atrativas para quem queira investir na renda fixa", comenta o assessor de investimentos.

Além disso, outro investimento em renda fixa que Ronaldo comenta que pode ser uma boa escolha é a aplicação em títulos atrelados ao IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo). "Ainda que a inflação recue, esse tipo de investimento traz uma boa proteção para o investidor", aponta.

O assessor de investimentos ainda relata que o Banco Central deixou claro que sua política principal será manter a inflação no centro da meta, que é de 4,5% ao ano e que se for necessário para atingir esse objetivo, os cortes na taxa de juros podem ser feitos com menor intensidade.

Contudo, Ronaldo alerta que o investidor não pode somente viver de passado. "As taxas já estiveram muito mais altas, mas a tendência é cair ainda mais, daqui algum tempo, as pessoas vão ver as taxas oferecidas hoje e se arrepender se não aproveitarem", diz.

O professor da Universidade Presbiteriana Mackenzie Pedro Raffy Vartanian segue a mesma linha de pensamento: "o processo de queda dos juros deve ser parcimonioso, em decorrência de incertezas que podem impactar negativamente a economia brasileira, como o aumento da taxa de juros nos EUA, que tende a provocar uma desvalorização do Real, e as incertezas no campo fiscal, tendo em vista que o Brasil terá déficits significativos em 2016 e 2017, superiores a R$ 100 bilhões", comenta.

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