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ABERTURA: Com exterior, Ibovespa futuro inicia a sexta com perdas

09/08/2019 09h05

O índice futuro do Ibovespa abre a última sessão da semana com queda de 0,54% aos 103.858 pontos. O início da tramitação da reforma da Previdência no Senado, os números da temporada local de balanços, e a cena externa, mais uma vez, vão ditar o rumo dos negócios nesta sexta-feira.

Já o dólar começa com valorização de 0,40% a R$ 3,9345.

A reforma da Previdência começou a tramitar formalmente no Senado na quinta-feira e o relator da proposta na Casa, senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), prometeu dar celeridade à condução da matéria.

Designado para a tarefa de produzir um parecer sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da reforma, Tasso prometeu conversar com todos os senadores para colher sugestões, mas defendeu que seja preservada a essência do texto encaminhado pela Câmara dos Deputados, deixando as alterações para uma "PEC paralela".

O volume de serviços no Brasil recuou 1,0% em junho de 2019, na comparação com o mês anterior (série com ajuste sazonal), eliminando, portanto, o ganho acumulado de 0,5% observado entre abril e maio. Em relação a junho de 2018 (série sem ajuste sazonal), o volume de serviços caiu 3,6%.

O acumulado do ano cresceu 0,6%, com ligeira perda de dinamismo frente ao segundo semestre de 2018 (0,8%). Já o acumulado nos últimos 12 meses, ao passar de 1,1% em maio para 0,7% em junho de 2019, voltou a assinalar perda de ritmo de crescimento.

Os preços ao produtor da China recuaram pela primeira vez em três anos em julho, provocando preocupações de deflação e aumentando a pressão sobre o governo para adotar mais estímulo em meio à intensificação da disputa comercial com os Estados Unidos.

Com a demanda desacelerando tanto interna quanto externamente, as indústrias chinesas estão tendo que cortar os preços para manter a fatia de mercado, reduzindo as margens de lucro e desencorajando novos investimentos

BOLSAS INTERNACIONAIS

Em TÓQUIO, o índice Nikkei avançou 0,44%, a 20.684 pontos. Em HONG KONG, o índice HANG SENG caiu 0,69%, a 25.939 pontos. Em XANGAI, o índice SSEC perdeu 0,71%, a 2.774 pontos. O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em XANGAI e SHENZHEN, retrocedeu 0,97%, a 3.633 pontos.

A quinta-feira se mostra negativa para o mercado de ações da Europa. Em Frankfurt, o DAX opera com queda de 1,11% aos 11.714 pontos, enquanto que em Londres, o FTSE perde 0,21% aos 7.271 pontos. Já em Paris, o CAC tem desvalorização de 0,93% aos 5.338 pontos.

COMMODITIES

A jornada desta sexta-feira foi mais uma vez de perdas para os contratos futuros do minério de ferro negociados na bolsa de mercadorias de Dalian, na China. O ativo com maior liquidez, com vencimento para o mês de janeiro do próximo calendário, recuou 3,77% para um total de 639,00 iuanes por tonelada, o que representa uma variação diária de 25 iuanes, na sexta queda consecutiva.

No mesmo sentido, os papéis futuros do vergalhão de aço tiveram também um novo dia de perdas na também chinesa bolsa de mercadorias da cidade de Xangai. O contrato mais líquido, com entrega em outubro deste ano, perdeu 123 iuanes para 3.591 iuanes por tonelada. Já o de janeiro de 2020, segundo mais negociado, cedeu 102 iuanes para 3.405 iuanes por cada tonelada.

O dia se mostra fortemente positivo para os preços internacionais do petróleo. Em Nova York, o barril do tipo WTI é negociado com ganhos de 1,31%, ou US$ 0,69, a US$ 53,23. Já em Londres, o FTSE soma 1,43%, ou US$ 0,82, a US$ 58,20

MERCADO CORPORATIVO

- Qualicorp (SA:QUAL3)

O grupo hospitalar Rede D'Or São Luiz assinou contrato nesta quinta-feira para comprar cerca de 10% das ações da Qualicorp, afirmaram as companhias por meio de fato relevante.

A Qualicorp afirmou que as ações serão compradas do acionista e atual presidente-executivo da companhia, José Seripieri Junior. Ele seguirá no cargo e como membro do conselho da empresa até o fechamento da operação.

Depois, seguirá como acionista, com cerca de 10% das ações.

- Energisa (SA:ENGI4)

A Energisa registrou um prejuízo líquido de 8,9 milhões de reais no segundo trimestre, ante lucro de 103,4 milhões de reais no mesmo período de 2018, em um resultado impactado pela aquisição das distribuidoras da Eletrobras (SA:ELET3) no Norte do país, Ceron e Eletroacre, entre outros efeitos.

A empresa afirmou que, desconsiderando efeitos extraordinários e de compra da Ceron e Eletroacre —distribuidoras em situação financeira complicada—, teria tido lucro de 316,4 milhões de reais no período.

Em 30 de agosto de 2018, a Energisa adquiriu, em leilão de privatização o controle acionário da Ceron, em Rondônia, e Eletroacre, passando a deter 11 concessões de distribuição no país.

A empresa informou também que o resultado líquido foi afetado pelo registro contábil da marcação a mercado do bônus de subscrição atrelado à 7ª emissão da Energisa S/A no valor de 194 milhões de reais.

- CCR (SA:CCRO3)

Uma combinação de melhora operacional, controle de custos e geração de receitas de novos negócios elevou o lucro da CCR no segundo trimestre.

A administradora de concessões de infraestrutura anunciou nesta quinta-feira que seu lucro de abril a junho somou de 347,7 milhões de reais, aumento de 25,1% ano a ano, avanço também beneficiado pela baixa base de comparação, já que na mesma etapa de 2018 o resultado tinha sido fortemente atingido pelo efeito da greve dos caminhoneiros, que paralisou o país em maio.

O tráfego consolidado das estradas administradas pela companhia cresceu 7,2% sobre um ano ante. Excluindo-se os números da ViaSul, um novo negócio, e os efeitos da cobrança de pedágio sobre eixo suspenso de caminhões, uma consequência da greve, houve aumento de 4,7%. Além disso, houve aumento de 3,3% no preço das tarifas de pedágio cobradas.

De todo modo, a receita líquida na mesma base subiu 8,8%. Em termos totais, o avanço foi de 19,3%, para 2,23 bilhões de reais, com impulso de novos negócios, incluindo concessões de linhas de metrô em São Paulo.

- Petrobras (SA:PETR4)

Desinvestimento

A Petrobras informou nesta quinta-feira que sua subsidiária Petrobras Biocombustíveis (PBIO) assinou contrato para a venda da sua participação de 50% na empresa Belem Bioenergia Brasil (BBB) para a Galp Bioenergy B.V., que detém os outros 50% na empresa.

A BBB foi constituída em 2011 pela Petrobras e pela Galp, para a produção de óleo vegetal e biocombustível.

O valor da operação é de 24,7 milhões de reais, segundo a Petrobras, que disse ainda que os recursos serão retidos pela Galp até dezembro de 2020 para potenciais pagamentos de indenizações.

Quando foi anunciado, o projeto com a Galp previa produção de 600 mil toneladas por ano de óleo vegetal, destinado à produção de 500 mil toneladas por ano de biodiesel de segunda geração.

Gás

A gestora de recursos Vinci Partners pretende avaliar ativos de distribuição de gás da Petrobras, disse nesta quinta-feira o sócio e chefe de infraestrutura da empresa, José Guilherme Souza, em meio a planos do governo que obrigarão a petroleira estatal a se desfazer de negócios no setor.

A Petrobras tem atualmente 51% da Gaspetro, empresa com participação acionária em 19 empresas de distribuição de gás natural, das 27 constituídas no país, na qual tem a japonesa Mitsui como sócia minoritária.

De acordom com Souza, faria todo sentido para a Vinci buscar investidores para alocar recursos nessas distribuidoras regionais de gás, o que poderia até envolver uma associação da gestora com a Mitsui.

"Faz sentido ter parceiro para esse negócio de gás", afirmou ele a jornalistas, durante evento da Vinci Partners no Rio de Janeiro

- Suzano (SA:SUZB3)

A maior produtora de celulose do mundo Suzano teve lucro líquido de 700 milhões de reais no segundo trimestre, após resultado negativo de mais de 2 bilhões de reais um ano antes.

A companhia divulgou lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado de 3,1 bilhões de reais de abril a junho, queda de 24% na comparação anual.

Analistas, em média, esperavam Ebitda 2,88 bilhões de reais para a Suzano no segundo trimestre e lucro líquido de 993 milhões, segundo dados da Refinitiv.

Além do balanço, a Suzano divulgou redução em sua projeção de investimento em 2019, que passou de 6,4 bilhões para 5,9 bilhões de reais. Segundo a empresa, a redução de cerca de 8% na previsão de investimento decorre de "menor volume de colheita de madeira dado o menor volume de produção em 2019; e da disciplina financeira da companhia visando a gestão de sua alavancagem".

- B3

O aumento do volume de negócios e a retomada do mercado doméstico de ofertas de ações ajudou a B3 ampliar suas receitas no segundo trimestre, porém efeitos tributários ligados à remuneração de acionistas e maiores despesas operacionais pressionaram o lucro do período.

A operadora brasileira de infraestrutura de mercado financeiro e da bolsa de valores de São Paulo anunciou nesta quinta-feira que teve lucro líquido atribuído aos acionistas de 654,8 milhões de reais de abril a junho, queda de 9,6% ante igual período do ano passado.

A receita líquida do período cresceu 13,6% no comparativo anual, para 1,42 bilhão de reais. No relatório, o presidente-executivo da B3, Gilson Finkelsztain, atribuiu o movimento à alta do volume negociado e de ofertas de ações.

O resultado operacional da B3 medido pelo Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, na sigla em inglês) recorrente cresceu 2,9%, a 999,1 milhões de reais.

- MRV (SA:MRVE3)

A MRV teve lucro líquido de 190 milhões de reais no segundo trimestre, crescimento de cerca de 15% sobre o resultado positivo de um ano antes, apoiado em expansão da receita e custos controlados.

A geração de caixa medida pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) subiu 3,8% no período, para 257 milhões de reais, praticamente dentro da média de estimativas de analistas calculada pela Refinitiv, de 248 milhões de reais.

A companhia, uma das maiores construtoras de imóveis residenciais da América Latina, teve receita líquida de 1,55 bilhão de reais de abril a junho, expansão de quase 20% sobre o desempenho de um ano antes.

- Cyrela (SA:CYRE3)

A construtora e incorporadora Cyrela teve lucro líquido de 114 milhões de reais no segundo trimestre, revertendo resultado negativo de 28 milhões sofrido um ano antes, em um desempenho apoiado por salto nas vendas contratadas.

Analistas, em média, esperavam lucro de 82,6 milhões de reais para a Cyrela no período, segundo dados da Refinitiv.

A companhia elevou o número de lançamentos no trimestre em 75% sobre um ano antes, para 21, enquanto as vendas contratadas subiram quase 81%, para 1,9 bilhão de reais.

A geração de caixa no período somou 196 milhões de reais, acima dos 150 milhões dos três primeiros meses deste ano e maior que o desempenho de 181 milhões de um ano antes.

Além da venda 61% maior de unidades, o preço médio de cada uma subiu 35,3%. Nos lançamentos, as vendas unitárias cresceram quase 79%, enquanto o valor médio avançou 62%.

AGENDA DE AUTORIDADES

Nesta sexta-feira, o presidente Jair Bolsonaro participa na parte da manhã da solenidade de Promoção de Oficiais-Generais, recebendo na parte da tarde André Luiz de Almeida, Advogado-Geral da União. Ao final do dia, ser reúne com Jorge Antonio de Oliveira, Ministro-Chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República; e estudantes da 13ª Edição do Programa de Intercâmbio SAJ/AEAL.

A agenda desta sexta-feira do ministro da Economia, Paulo Guedes, traz reunião com o secretário especial de Previdência e Trabalho, Rogério Marinho.

Na parte da tarde, tem audiências com o presidente da Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (CNseg), Marcio Coriolano; com o embaixador do Brasil na Alemanha, Roberto Jaguaribe; com o diretor da Fundação Getúlio Vargas, Aloísio Araújo; e com o diretor de Infraestrutura do BNDES, Fábio Abrahão.

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