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Oi tem forte queda com Standard & Poor's reduzindo outlook para negativo

13/09/2019 11h22

Na parte da manhã desta sexta-feira, as ações da Oi (SA:OIBR3) operam com forte queda, sendo que por volta das 11h20, os papéis ordinários eram negociados com perdas de 6,84% a R$ 1,09, enquanto as preferenciais perdiam 4,27% a R$ 1,57. Na noite de ontem, a companhia informou ao mercado que a Standard&Poor's reviu o rating de crédito, mantendo rating de longo prazo na escala global em B, mas reduzindo o outlook de Stable para Negative, assim como, reduzindo na escala nacional de brA para brA-.

A revisão da S&P, e a reação negativa do mercado vem depois de, na noite de quarta-feira, o Senado Federal aprovar o PLC 79, projeto de lei que reforma o marco legal do setor de telecomunicações no país.

A indústria de telecomunicações defende há anos mudanças nas regras do setor permitidas pelo texto, como a possibilidade de incorporação de ativos da União pelas operadoras mediante compromissos de investimento em infraestrutura e a criação de um mercado secundário de frequências de telefonia móvel.

O projeto aprovado também permite a migração das atuais concessões para o regime de autorização, em troca de investimentos das empresas na expansão da banda larga, segundo a agência.

A aprovação do projeto no plenário ocorreu no mesmo dia em que a matéria passou pela Comissão de Ciência e Tecnologia (CCT) da Casa. Segundo a Agência Senado, a aprovação foi fruto de um acordo firmado depois que o líder do governo, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), antecipou a elaboração de políticas públicas para orientar a aplicação dos recursos com prioridade nas regiões Norte e Nordeste.

O Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e de Serviço Móvel Celular e Pessoal (SindiTelebrasil) comemorou a aprovação da medida e disse que aguarda a sanção do presidente Jair Bolsonaro.

Saída para crise

Em processo de recuperação judicial, e com sério problema de caixa, a Oi (SA:OIBR4) era uma das principais interessadas na aprovação do PLC 79, já que tem boa parte de suas obrigações relacionadas à telefonia fixa. Com a mudança na lei, a tele passaria a ser muito mais atrativa para potenciais interessados em um fusão e aquisição.