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Fique por dentro das 5 principais notícias do mercado nesta sexta-feira

13/12/2019 09h32

China permanece em silêncio sobre a oferta de acordo comercial relatada pelos EUA, já que analistas veem Pequim com medo de ser pego numa armadilha. As ações no Reino Unido e a libra disparam após uma vitória convincente dos conservadores de Boris Johnson nas eleições, que abre caminho para uma retirada formal da União Europeia no mais tardar até o final de janeiro.

E a Broadcom (NASDAQ: AVGO) promete um ano melhor depois de sofrer com a proibição dos EUA de exportar componentes sensíveis para a Huawei.

Aqui está o que você precisa saber nos mercados financeiros nesta sexta-feira, 13 de dezembro.

1. Silêncio vindo de Pequim

A China manteve um silêncio constrangedor ao receber a oferta relatada pelos EUA de reverter algumas tarifas e cancelar as que entrarão em vigor no fim de semana, em troca de compras anuais garantidas de produtos agrícolas dos EUA.

"As autoridades chinesas e a mídia oficial até agora não deram informações sobre o quanto a China e os EUA estão perto de um acordo", disse Hu Xijin, editor da publicação chinesa de língua inglesa Global Times, via Twitter. "Como o lado dos EUA divulgou informações otimistas por vários canais, o lado chinês basicamente ficou em silêncio. Esta é uma situação delicada. "

Analistas argumentam que a oferta da Casa Branca pode ter sido percebida como uma armadilha, dizendo que Pequim resistirá à celebração de um acordo em que sua conformidade possa ser mensurada com facilidade e confiabilidade.

2. Aumento dos ativos no Reino Unido com vitória dos conservadores

Os ativos do Reino Unido aumentaram depois que uma vitória arrasadora dos conservadores de Boris Johnson diminuiu a incerteza política sobre o Brexit e afastou a ameaça de um governo radical de esquerda.

A libra consolidou-se em relação ao dólar e ao euro após seu maior ganho em um dia em mais de dois anos. As ações do Reino Unido também subiram acentuadamente, com construtoras, bancos, empresas de serviços públicos e ações de consumo, todos com destaque.

Os rendimentos dos títulos do governo do Reino Unido atingiram o nível mais alto desde a primavera do hemisfério norte, com o retorno do apetite ao risco e a perspectiva de um grande aumento nos gastos públicos no próximo ano contra quaisquer cortes adicionais nas taxas de juros pelo Banco da Inglaterra.

3. Ações devem abrir em alta; dados de vendas no varejo

As ações dos EUA devem em alta na sexta-feira, com uma combinação de esperanças comerciais, maior clareza sobre o Brexit após as eleições no Reino Unido - e o compromisso do Federal Reserve de inundar o mercado com liquidez no final do ano para garantir que o ataque de volatilidade do ano passado não se repita.

Às 8h35 (horário de Brasília), os contratos futuros do Dow subiam 141 pontos, ou 0,5%, enquanto os contratos futuros do S&P 500 subiam 0,4% e os contratos futuros da Nasdaq 100 subia 0,5%.

Os calendários de ganhos e dados do dia são escassos, com destaque para os dados de vendas no varejo de novembro, às 10h30.

4. Comitê da Câmara dos EUA irá votar os artigos do impeachment

O Comitê Judiciário da Câmara provavelmente votará em dois artigos de impeachment, buscando remover o presidente Donald Trump por abuso de poder e por obstruir o trabalho do Congresso.

A votação está se preparando para prosseguir em linhas partidárias, com representantes do Partido Republicano ainda se recusando a aceitar as alegações de que Trump pressionou a Ucrânia, um aliado dos EUA, a investigar o filho de Joe Biden, a fim de ajudar sua própria campanha de reeleição. Trump supostamente reteve a ajuda militar aprovada pelo Congresso para a Ucrânia, na esperança de extrair um anúncio do presidente Volodymyr Zelensky de que Hunter Biden estava sendo investigado por corrupção.

Se a votação for aprovada na Câmara, Trump será julgado por um Senado controlado pelo Partido Republicano.

"Não há chance de o presidente ser destituído do cargo", disse o líder da maioria no Senado, Mitch McConnell, à Fox News na quinta-feira à noite.

5. Broadcom prevê recuperação

A Broadcom publicou números mais baixos do que o esperado para o último trimestre do ano encerrado em 3 de novembro, mas anunciou que o crescimento da receita e o lucro se recuperariam no próximo ano.

A empresa foi atingida com mais força do que a maioria do setor pela prolongada proibição de exportação dos EUA em alguns itens para a gigante chinesa de telecomunicações Huawei.

Em outras empresas após o pregão da quinta-feira, a Oracle anunciou que deixaria Safra Catz como único CEO após a saída de Mark Hurd. Seu último lucro trimestral superou as expectativas, mas a receita ficou abaixo.