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Empresa 'queridinha' de Eike Batista perde quase 100% do valor de mercado

Matheus Lombardi

Do UOL, em São Paulo

10/07/2013 06h00

A petrolífera OGX (OGXP3), empresa que já foi considerada a joia da coroa do império do bilionário Eike Batista, perdeu 97,8% do valor de mercado desde outubro de 2010, quando registrou sua cotação máxima (R$ 23,27).

Eike Batista em tempos de crise

Com a falta de resultados e o pessimismo em relação ao futuro do grupo EBX, o mercado vem castigando as ações dessas empresas na Bolsa de Valores. 

Na segunda-feira (8), os papéis da OGX fecharam cotados a R$ 0,52. Isso significa que para cada R$ 23,27 nas ações da empresa em 2010, o investidor perderia R$ R$ 22,75, caso resolvesse vender agora.

Tamanho prejuízo na Bolsa fez com que um grupo de acionistas minoritários da empresa se organizasse para pedir esclarecimentos e providências sobre as recentes quedas.
 
Em comunicado, o grupo afirma que "estão sendo estudadas medidas judiciais e administrativas visando ao bloqueio dos bens do senhor Eike Fuhrken Batista".

CVM investiga empresas 'X'

As empresas do grupo EBX, do empresário Eike Batista, estão sendo escrutinadas pela Comissão de Valores Mobiliários, que já abriu mais de 15 apurações nos últimos trimestres contra o grupo.

Com as apurações, o regulador quer descobrir se empresas do grupo divulgaram comunicados ao mercado no prazo e com as informações corretas.

A CVM ficou ainda mais alerta à situação das empresas do grupo EBX após a renúncia dos três conselheiros independentes da OGX, os ex-ministros Pedro Malan (Fazenda) e Rodolpho Tourinho (Minas e Energia) e a ex-presidente do Supremo Tribunal Federal Ellen Gracie.

Diretor financeiro renuncia

O executivo Otávio Lazcano renunciou ao cargo de diretor financeiro e relações com investidores do Grupo EBX, de acordo com ata de reunião do Conselho de Administração realizada nesta terça-feira.

Eike Batista, diretor presidente do Grupo, vai acumular as funções, segundo o documento.

ANP pode obrigar empresa a perfurar mais poços

A Agência Nacional de Petróleo (ANP) afirmou também nesta terça-feira que pode fazer com que a OGX invista na perfuração de mais poços em campos que a empresa afirmou não serem comerciais.

"Nós podemos concordar com eles (de que o campo não é mais comercialmente viável) ou podemos pedir a eles que perfurem mais", disse Magda Chambriard, diretora-geral da ANP, em uma entrevista à agência de notícias Reuters.

"Se for concluído que não é comercial, nós podemos receber de volta a concessão", acrescentou.

Crise de confiança

No início do mês, a empresa anunciou a redução nos planos de desenvolvimento da produção. Segundo a empresa, os três poços no campo de Tubarão Azul podem cessar a produção em 2014, devido à falta de tecnologia disponível.

Com isso, as principais agências de risco do mundo rebaixaram a nota da petrolífera para níveis próximos ao de empresas em situação de calote.

A empresa de gestão de risco Kamakura listou a OGX como a terceira empresa do mundo com mais probabilidade de dar calote nos credores. Vários bancos também reduziram sua expectativa de preço para a ação da OGX --o Deutsche Bank estimou que o papel vai valer R$ 0,10 no prazo de um ano.

(Com agências)

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