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Após gozação em rede social, veja lanchonete e hot dog preferidos de Eike

Carolina Farias

Do UOL, no Rio de Janeiro

16/07/2013 06h00

Nas últimas semanas, o sobe-desce das cotações das ações das empresas do megaempresário Eike Batista não saiu do noticiário econômico e virou piada nas redes sociais.

Em uma foto que circulou pelo Facebook, Eike aparece comendo no BB Lanches, uma casa de sucos, sanduíches e salgados, no Leblon, zona sul do Rio. A imagem foi tida, jocosamente, como ilustração do declínio dos negócios do empresário.

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Mas a cena é mais comum do que possa parecer: o empresário frequenta o lugar há cerca de 20 anos e o faz como todos os outros clientes: encosta no balcão, faz o pedido e come ali mesmo, sem cerimônia.

A região também é chamada de Baixo Leblon, como os cariocas denominam áreas mais badaladas nos bairros, e ficou mais famosa ainda nas primeiras semanas deste mês, quando a rua foi ocupada por manifestantes que acamparam em frente ao prédio onde mora o governador Sérgio Cabral (PMDB).

Proprietário de um dos restaurantes mais requintados do Rio, o Mr. Lam, especializado em culinária chinesa, que fica no Jardim Botânico, também na zona sul, Eike também aprecia a baixa gastronomia.

Além de frequentar a casa de lanches, o empresário também gosta de cachorro-quente e manda buscar o sanduíche no bairro de Humaitá (zona sul).

No BB Lanches, Eike é atendido principalmente por um dos funcionários da casa, que tem até seu telefone. Mas, para preservar o cliente, o atendente não falou com a reportagem.

Um sócio do estabelecimento, que não quis se identificar, disse que Eike age como uma pessoa simples, que trata todos os funcionários bem e os chama pelo nome.

"Quando ele começou a vir aqui ele nem tinha filhos. É um cara bacana, simples", disse o sócio.

A lanchonete é de 1964 e tem os sucos como especialidade. Os preços vão de R$ 6,50 a R$ 7,50. O balcão é concorrido durante todo o período de funcionamento, das 9h às 4h.

Segundo o sócio, Eike gosta bastante de sucos e toma de vários sabores. Ele come salgados e, às vezes, um cheeseburger. "Ele toma muito suco e come coisas simples, como hambúrguer e até pastel. Nunca o vi pedir um filé com queijo".

Seguranças de Eike buscam cachorro-quente em barraca

Já no Cachorro-Quente do Oliveira, que funciona em uma barraca há 22 anos no bairro do Humaitá, também da zona sul, Eike pede para os seguranças buscarem o lanche.

Há cerca de dez anos o ritual é quase o mesmo: três deles, geralmente em dois carros, levam os sanduíches para o empresário em sua casa, no Jardim Botânico.

Segundo um dos funcionários do ponto, Weller dos Santos Neil, 29, o empresário pede um lanche normal, sem cair nas tentações extras que a barraca oferece: além da salsicha tradicional, o lugar também têm linguiças e salsichas especiais alemãs, uma delas de vitela de cordeiro.

Os molhos de que Eike gosta são os tradicionais: catchup e mostarda (embora a barraca tenha também rosé, mostarda com mel ou com damasco e barbecue, entre outros).

Além de catchup e mostarda, o sanduíche de Eike vai com milho, ervilha, azeitonas preta e verde, batata palha, uva passa e ovo de codorna.

O sanduíche normal custa R$ 7, já o com salsicha especial sai por R$ 15.

"Ele gosta do cachorro-quente normal. Os seguranças também comem. Na primeira vez, eles que nos disseram que era o Eike que estava fazendo o pedido", contou Neil.

O funcionário da barraca diz que o empresário faz a encomenda umas duas vezes por mês. Ao menos uma vez, Eike foi em pessoa esperar pelo lanche, mas o fez dentro de um dos carros.

"Vi porque o vidro estava um pouco abaixado, mas ele estacionou ali na frente e ficou esperando".

Economia