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Brasileira casada com dono da Telexfree é presa em aeroporto nos EUA

Do UOL, em São Paulo

15/05/2014 13h08

A brasileira Katia Wanzeler, mulher de Carlos Wanzeler, co-fundador da Telexfree, foi presa pela polícia dos Estados Unidos no Aeroporto JFK, em Nova York, enquanto tentava embarcar em um voo na noite desta quarta-feira (14), informou o Departamento de Justiça dos Estados Unidos. O marido dela é considerado foragido pela Justiça norte-americana.

Carlos Wanzeler e a mulher, Katia, em foto publicada em rede social - Arquivo pessoal/Facebook
Carlos Wanzeler e a mulher, Katia, em foto publicada em rede social
Imagem: Arquivo pessoal/Facebook

Katia está detida e deve comparecer a um tribunal em Nova York ainda nesta quinta-feira (15), informou a assessora do departamento de justiça Christina Sterling.

O UOL não conseguiu entrar em contato com o advogado de Katia e Carlos Wanzeler nos EUA.

Segundo o jornal "The Boston Globe", Katia estaria tentando fugir do país, fazendo o mesmo trajeto do marido, que teria escapado para o Brasil, vindo pelo Canadá. 

Na sexta-feira, o Departamento de Justiça de Massachusetts, onde fica a sede da Telexfree nos EUA, prendeu o americano James Merrill, co-fundador da Telexfree. Ele e Carlos Wanzeler estariam envolvidos num esquema de pirâmide financeira de mais de US$ 1 bilhão.

Carlos Wanzeler e a mulher, Katia, em foto publicada em rede social - Arquivo pessoal/Facebook
Carlos Wanzeler e a mulher, Katia, em foto publicada em rede social
Imagem: Arquivo pessoal/Facebook

A Telexfree vende planos de minutos de telefonia pela internet (VoIP) e também é investigada no Brasil por suspeita de pirâmide financeira. A empresa está proibida de operar no país desde junho.

A formação de pirâmide financeira é uma modalidade considerada ilegal porque só é vantajosa enquanto atrai novos investidores. Assim que os aplicadores param de entrar, o esquema não tem como cobrir os retornos prometidos e entra em colapso. Nesse tipo de golpe, são comuns as promessas de retorno expressivo em pouco tempo.

Leia mais sobre investigações de pirâmides

Pessoas que se consideram vítimas podem entrar em contato 

O Departamento de Justiça do Estado de Massachusetts pede que pessoas que se considerem vítimas do esquema entrem em contato pelo e-mail: USAMA.VictimAssistance@usdoj.gov. 

A Secretaria do Estado de Massachusets já tinha disponibilizado em seu site um formulário de reclamação para pessoas que se sentiram lesadas pelas atividades da Telexfree.

Empresa atua no Brasil desde 2012 e nega acusações

A Telexfree (Ympactus Comercial Ltda) atua no Brasil desde março de 2012, e começou a ser investigada no ano passado. Segundo a Justiça brasileira, a venda de planos de telefonia seria apenas uma fachada.

Em notas anteriores, a empresa disse que está se defendendo de forma vigorosa das acusações e que tem apresentado sua defesa juntando aos processos todos os documentos necessários, de modo que comprove a regularidade e a viabilidade econômica de suas atividades.

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