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Bolsas da China despencam 7%, e operações são suspensas pela primeira vez

Chinatopix/AP
Imagem: Chinatopix/AP

Do UOL, em São Paulo

2016-01-04T09:39:44

04/01/2016 09h39

As Bolsas de Valores da China despencaram cerca de 7% na sua primeira operação de 2016, nesta segunda-feira (4), e as negociações de ações foram suspensas.

Essa foi a primeira sessão em que foram colocados em prática na China os "circuit breakers", um mecanismo de suspensão da Bolsa para limitar as perdas ou os ganhos do mercado de ações. 

A nova regra prevê que os papéis deixem de ser negociados se o principal índice de ações do país cair ou subir mais de 7%.

Ela foi criada após a Bolsa da China despencar 8,5% em agosto do ano passado e arrastar para baixo Bolsas do mundo inteiro. Na época, o tombo chinês recebeu o apelido de "Segunda-feira Negra".

Outras Bolsas já adotam a regra do "circuit breaker". No Brasil, a Bovespa pode ser suspensa se o Ibovespa, o índice principal, chegar a cair 10%.  

Tombo da China puxa Bolsas da Ásia

A princípio, as operações das Bolsas da China nesta segunda foram suspensas por 15 minutos. Como a queda continuou após a retomada das negociações, as Bolsas foram suspensas novamente por volta das 3h30 (horário de Brasília), cerca de 90 minutos antes do horário regular de fechamento, e não voltaram a funcionar.

Assim, a Bolsa de Xangai fechou em queda de 6,86%. O principal índice de ações chinês (CSI300), que reúne as maiores companhias listadas nas Bolsas de Xangai e Shenzen, perdeu 7,02%. 

As demais Bolsas da Ásia também despencaram.

O índice japonês Nikkei se desvalorizou 3,06%, as Bolsas de Hong Kong e de Taiwan perderam 2,68%, e a Bolsa da Coreia do Sul recuou 2,17%. O mercado de ações caiu 1,62% em Cingapura e 0,48% na Austrália. 

Indústria chinesa encolhe pelo 10º mês

A queda das Bolsas da China ocorre após a divulgação de dados negativos sobre a economia chinesa. Nesta segunda, uma pesquisa mostrou que a indústria do país encolheu em dezembro, pelo 10º mês seguido

A desaceleração da China preocupa porque o país é um dos maiores importadores do planeta e um dos maiores compradores de matérias-primas (chamadas de commodities), como ferro e petróleo. Portanto, quanto o ritmo da economia chinesa diminui, isso afeta toda a economia mundial.

A China também é um grande exportador, e dados econômicos têm mostrado um ritmo mais lento também nesse indicador. 

(Com Reuters)

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