PUBLICIDADE
IPCA
+0,83 Mai.2021
Topo

Bancos permitem que clientes comprem dólar em alguns caixas eletrônicos

Da Agência Brasil

09/03/2016 11h37

Alguns bancos estão oferecendo aos clientes a opção de comprar dólar nos caixas eletrônicos. O serviço não é oferecido em todos os terminais de autoatendimento.

Nos caixas eletrônicos habilitados para fazer a operação, o cliente saca os dólares e o valor correspondente, em reais, é debitado da sua conta.

O Banco Central não informou quantos terminais do tipo há no país. Porém, o Santander e o Banco do Brasil confirmaram que disponibilizam o serviço para correntistas. São 121 terminais caixas do Santander e 16 do BB no país todo. 

Copa do Mundo

A oferta do serviço foi autorizada pelo CMN (Conselho Monetário Nacional) em 2012, para atender a demanda da Copa das Confederações, em 2013, e da Copa do Mundo, em 2014.

No ano da Copa, algumas corretoras de câmbio instalaram equipamentos de troca de moeda em pontos estratégicos para turistas. Passado o evento, há bancos que mantêm a facilidade aos clientes.

Onde estão os caixas

O Santander informou que começou a implantar os terminais em 2014. Eles estão distribuídos em agências, postos de atendimento e aeroportos. O banco disse que o cliente que usa o caixa eletrônico não paga a tarifa cobrada no caixa, e que as taxas de câmbio são menores.

No caso do BB, a instituição financeira iniciou um projeto-piloto em fevereiro de 2015.

Segundo o gerente executivo da Diretoria de Soluções de Atacado do banco, Paulo Guimarães, as máquinas estão no Distrito Federal, Rio de Janeiro, São Paulo, Santa Catarina, Tocantins, Sergipe, Rio Grande do Sul e Minas Gerais.

Os terminais mais recentes são os dos aeroportos de Cumbica, em Guarulhos (SP), e do Juscelino Kubitschek, em Brasília, implantados em fevereiro. O Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, tem um caixa eletrônico para câmbio desde dezembro.

Adaptação

Guimarães explicou que antes de pôr o sistema em operação foi preciso adaptar as máquinas, importadas dos Estados Unidos. "É preciso adequar as notas de real, que têm tamanhos diferentes", diz.

Segundo o diretor, a alternativa tem sido bem aceita pelos clientes. De acordo com ele, nas agências com terminais, cerca de 25% das operações de câmbio são feitas por meio deles.

Segundo Paulo Guimarães, há intenção de expandir o modelo. "Nós vamos expandir naquelas praças que mais tiverem volume e movimentação de câmbio".

O Banco do Brasil informou ainda que estuda ampliar o sistema para permitir a troca de outras moedas, além do dólar. O limite para saques pelo modelo é o autorizado pelo Banco Central, de US$ 3 mil por dia.