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Colecionador chega a gastar até R$ 160 mil em notas e moedas antigas

Afonso Ferreira

Do UOL, em São Paulo

Já imaginou usar dinheiro para comprar dinheiro? Pode parecer estranho, mas é isso o que fazem os colecionadores de notas e moedas antigas. Eles se reúnem em São Paulo durante o 20º Congresso Brasileiro de Numismática, que vai até o próximo sábado (10).

E tem gente que investe alto. O colecionador Emerson Meneghetti, 42, diz estar preparado para gastar até R$ 160 mil durante os três dias de evento. 

Lucas Lima/UOL
Emerson Meneghetti começou a colecionar dinheiro antigo em 2004

Além de colecionador, Meneghetti tem uma loja de notas e moedas antigas em Cachoeirinha (RS). Ele afirma que, do total que espera gastar, R$ 140 mil vão para peças que pretende revender e os R$ 20 mil restantes serão usados para aumentar a própria coleção.

Em uma de suas aquisições, o colecionador comprou uma cédula de 50 mil réis da época do império por R$ 4.500. 

Achou caro? O preço nem é tão alto, considerando que um dobrão –como são chamadas as moedas de ouro do século 18 cobiçadas por piratas da época– de 20 mil réis do Brasil colonial chega a ser vendido por R$ 35 mil. 

Em sua coleção, Meneghetti diz ter mais de 8.000 peças entre cédulas e moedas nacionais e estrangeiras. Ele conta que se interessou pelo assunto em 2004 a partir de uma coleção de moedas que o pai e o avô lhe deixaram.

"Era um pote cheio de moedas. Fui pesquisar e vi que algumas tinham valor para colecionadores. Foi aí que comecei minha coleção", afirma.

Coleção de mulheres

A argentina Mabel Maria Ros também é colecionadora, mas seu interesse é exclusivo por notas e moedas com imagens de mulheres. No evento, ela comprou uma moeda de ouro com a efígie da rainha portuguesa D. Maria I, cunhada em 1789, por R$ 5.000. "É a peça mais cara da minha coleção", diz.

Lucas Lima/UOL
A argentina Mabel Maria Ros coleciona moedas e notas com imagens femininas

Ela, que é professora aposentada de história e geografia, coleciona dinheiro antigo desde 2006. Ao perceber que poucas mulheres eram retratadas em notas e moedas decidiu focar sua coleção.

Há três anos, ela começou a viajar por vários países da América para descobrir moedas com imagens femininas. Da sua pesquisa, ela escreveu o livro "Mujeres en Moedas e Billetes de América" (Mulheres em Moedas e Cédulas da América). 

Entre as curiosidades da publicação, há uma constatação: a rainha Elisabeth 2ª é a mulher mais retratada em dinheiro no mundo. "Ela está presente em moedas de quase todos os continentes", declara.

Apesar de colecionar dinheiro com figuras femininas, ela nega que o interesse tenha ligação com feminismo. "Apenas fiquei curiosa por saber quem eram aquelas mulheres por trás do dinheiro", afirma.

Serviço

20º Congresso Brasileiro de Numismática
Local: Novotel Jaraguá (rua Martins Fontes, 71, Centro, São Paulo)
Data: de 8 a 10 de dezembro
Horário: das 9h às 17h
Entrada: grátis


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