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Policiais Federais defendem investigação da carne, mas criticam divulgação

Marcelo Gonçalves/Sigmapress/Estadão Condeúdo
Imagem: Marcelo Gonçalves/Sigmapress/Estadão Condeúdo

Do UOL, em São Paulo

20/03/2017 18h29Atualizada em 23/03/2017 16h54

A Fenapef (Federação Nacional dos Policiais Federais) defendeu, nesta segunda-feira (20), a atuação dos agentes federais que trabalharam na Operação Carne Fraca, mas criticou a forma como as investigações foram divulgadas.

“Maurício Moscardi [delegado responsável pela operação], por exemplo, não tem a menor condição de ser apresentado como coordenador de qualquer operação. Seu tempo na Polícia Federal por si só já justifica sua inexperiência para tratar de assuntos delicados como o eventual abalo econômico advindo de uma grande operação como a Carne Fraca", disse o presidente da Fenapef, Luís Boudens.

Para o presidente, a divulgação teve caráter midiático adotado apenas pelos delegados federais, já que, segundo ele, os agentes que trabalharam nas investigações não participaram da divulgação da operação.

"Há uma orquestração para descredenciar as investigações de uma categoria que já provou merecer a confiança da sociedade", disse.

Após a divulgação da operação, o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, contestou informações apresentadas pela Polícia Federal. Segundo ele, o ácido divulgado como cancerígeno é vitamina C e o papelão que teria sido misturado aos embutidos se refere a embalagens. A carne de cabeça de porco também pode ser utilizada pelas empresas em certas situações.

A Polícia Federal disse que não iria se manifestar sobre o caso.

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