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Com nova regra do BC, juro do rotativo do cartão de crédito tem forte queda

Do UOL, em São Paulo

Os juros do rotativo do cartão de crédito tiveram uma grande queda em abril, primeiro mês em que estavam em vigor as novas regras para o cartão determinadas pelo Banco Central. Segundo dados divulgados nesta quinta-feira (25) pelo BC, a taxa foi de 422,5% ao ano em abril --queda de 67,8 pontos na comparação com março (490,3%) e de 40,6 pontos em relação a abril de 2016 (463,1%).

Por outro lado, os juros do parcelamento da fatura do cartão de crédito subiram de 158,5% para 161,6% ao ano em abril.

Desde 3 de abril, o consumidor só pode usar o rotativo do cartão por, no máximo, 30 dias. Após esse período, o banco deve apresentar uma proposta mais vantajosa para o cliente, como o crédito parcelado, no qual você define o número de prestações na hora da aquisição. Nesse caso, os juros são mais baixos que no rotativo, mas ainda assim altos.

Antes, se o consumidor não pagava o valor total da fatura do cartão de crédito, a dívida era jogada para o mês seguinte, por meio do chamado crédito rotativo. Isso acontecia mês a mês, sucessivamente, com a cobrança de juros sobre juros, transformando a dívida numa bola de neve.

Esses são números médios e podem variar para cada situação específica, porque os bancos oferecem taxas diferentes de acordo com o plano contratado pelo cliente e a relação entre eles (quem tem mais dinheiro no banco paga menos taxas).

Juros do cheque especial sobem

A taxa de juros do cheque especial subiu em abril, para 328,3% ao ano. A alta foi de 0,3 ponto percentual em relação a março (de 328%) e de 19,6 pontos na comparação com abril de 2016 (308,7%).

Confira a variação das modalidades de crédito monitoradas pelo BC:

  • Rotativo do cartão de crédito: de 490,3% ao ano em março para 422,5% ao ano em abril;
  • Cartão de crédito parcelado: de 158,5% ao ano em março para 161,6% ao ano em abril;
  • Cheque especial: de 328% ao ano em março para 328,3% ao ano em abril;
  • Crédito pessoal não-consignado: de 135% ao ano em março para 129% ao ano em abril;
  • Crédito pessoal consignado: de 29,3% em março para 28,2% ao ano em abril;
  • Compra de veículos: de 24,8% ao ano em março para 24,4% ao ano em abril;
  • Financiamento imobiliário: de 9,8% ao ano em março para 9% ao ano em abril.

Os dados são referentes apenas aos juros cobrados das famílias.

Cortes na taxa básica de juros

No mês passado, o Copom (Comitê de Política Monetária) do BC decidiu cortar novamente a taxa básica de juros (Selic) em 1 ponto percentual, de 12,25% para 11,25% ao ano, na quinta baixa seguida.

A Selic é a taxa básica da economia e serve de referência para outras taxas de juros (financiamentos) e para remunerar investimentos corrigidos por ela. Ela não representa exatamente os juros cobrados dos consumidores, que são muito mais altos.

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