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BC deve cortar juros hoje para 6,5% ao ano, dizem economistas

Do UOL, em São Paulo

21/03/2018 08h23

O Banco Central deve voltar a reduzir a taxa básica de juros (Selic) nesta quarta-feira (21), de acordo com a maioria dos economistas consultados pela agência Reuters. Trinta e seis de 41 economistas disseram que o corte será de 0,25 ponto percentual, de para 6,75% ao ano para 6,5% ao ano. Cinco esperam manutenção.

A decisão do Copom (Comitê de Política Monetária) do BC deve ser divulgada no começo da noite, depois de uma reunião de dois dias. 

Em fevereiro deste ano, o Copom cortou a Selic pela 11ª vez seguida. A taxa caiu em 0,25 ponto percentual, de 7% ao ano para 6,75% ao ano. 

Com essa redução, a taxa chegou ao menor nível de toda a série histórica do BC, com início em 1986. De outubro de 2012 a abril de 2013, a Selic foi mantida em 7,25% ao ano e passou a ser reajustada gradualmente até alcançar 14,25% ao ano em julho de 2015.

Em outubro de 2016, o Copom voltou a reduzir os juros básicos da economia. Na reunião passada, o comitê chegou a dizer que poderia encerrar o ciclo de cortes na Selic este mês, mas, com a economia em recuperação e a inflação mais baixa, o mercado espera por novo corte.

Pesquisa do BC

De acordo com pesquisa do BC junto a instituições financeiras, a expectativa é que a Selic seja reduzida em 0,25 ponto percentual na reunião desta semana e se mantenha em em 6,5% ao ano até o fim de 2018.

A expectativa do mercado financeiro é que a inflação, medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), termine este ano em 3,63%%, abaixo do centro da meta: 4,5%.

A taxa básica de juros é usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas de juros da economia.

Ao reajustar a Selic para cima, o Banco Central segura o excesso de demanda que pressiona os preços, porque juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

Ao reduzir os juros básicos, a tendência do Copom é baratear o crédito e incentivar a produção e o consumo, mas enfraquece o controle da inflação.

(Com Reuters e Agência Brasil)

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