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Mídia e Marketing

Apple é marca mais valiosa do mundo pelo 6º ano; Amazon sobe e Facebook cai

Noah Berger/AFP
Tim Cook comanda evento de novo lançamento de iPhones da Apple Imagem: Noah Berger/AFP

Renato Pezzotti

Colaboração para o UOL, em São Paulo

04/10/2018 19h32

Pelo sexto ano consecutivo, a Apple é a marca mais valiosa do planeta, segundo a edição 2018 do estudo "Best Global Brands", realizado pela consultoria Interbrand. A marca foi avaliada pela consultoria em US$ 214,5 bilhões.

O Google ficou na segunda posição, assim como no ano passado. Seu valor foi estimado em US$ 155,5 bilhões. Juntas, as 100 maiores marcas valem mais de US$ 2 trilhões, o que representa um aumento de 7,7% em um ano (clique aqui para ver a lista completa).

Quem mais cresceu no último ano foi a Amazon, que atingiu valor de US$ 100,8 bilhões, num salto de 56% em relação a 2017. Com isso, subiu do quinto para o terceiro lugar, deixando para trás Microsoft (4º lugar, US$ 92,7 bilhões) e Coca-Cola (5º lugar, US$ 66,3 bilhões). 

Por outro lado, entre as dez primeiras colocadas, quem mais perdeu valor foi o Facebook, que caiu 6%, para US$ 45,2 bilhões, indo do oitavo para o nono lugar.

Veja as 10 primeiras do ranking:

  1. Apple: US$ 214,5 bilhões (+16%)
  2. Google: US$ 155,5 bilhões (+10%)
  3. Amazon: US$ 100,8 bilhões (+56%)
  4. Microsoft: US$ 92,7 bilhões (+16%)
  5. Coca-Cola: US$ 66,3 bilhões (-5%)
  6. Samsung: US$ 59,9 bilhões (+6%)
  7. Toyota: US$ 53,4 bilhões (+6%)
  8. Mercedes-Benz: US$ 48,6 bilhões (+2%)
  9. Facebook: US$ 45,2 bilhões (-6%)
  10. McDonald's: US$ 43,4 bilhões (+5%)

Por que não há brasileiras?

O estudo é realizado anualmente pela consultoria global, que tem uma rede de 18 escritórios em 14 países. O levantamento leva em consideração diferentes critérios para construir o valor de uma marca: a análise nasce a partir de uma avaliação financeira, com base em dados públicos, passa pela presença da marca em ao menos três continentes e mede a influência do papel da marca na decisão de compra do consumidor.

Por causa da exigência de estar presente em três continentes, as maiores marcas brasileiras não alcançam um valor para estarem entre as cem primeiras.

"Para efeitos de diferenciação, ainda, utilizamos dez atributos para formar a 'força de marca' de cada companhia. Entre esses atributos estão a clareza e o posicionamento de cada empresa, o compromisso, governança, autenticidade, relevância e engajamento, entre outros", afirmou Daniella Bianchi, diretora-geral da Interbrand no Brasil.

Marcas de luxo ganham destaque

Foram exatamente atributos como autenticidade e engajamento que fizeram marcas de luxo como Louis Vuitton, Chanel, Hermès e Gucci aparecerem entre as 40 mais bem colocadas no ranking.

O setor de luxo teve o melhor desempenho neste ano, com um crescimento de 42%.

"Elas perceberam que o luxo vai além do produto. Ele vai para a experiência de marca. Além disso, se tornaram 'trendsetters': apontam tendências, e também migraram para outros mercados", disse a executiva.

Segundo a consultoria, as marcas de luxo conseguiram mergulhar na cultura de rua e passaram a ser mais acessíveis; mantendo sua autenticidade e o nível de exclusividade, tornaram seus produtos mais desejáveis para um número maior de clientes.

Foco no cliente e modelo de assinatura

Outra lição que a consultoria aponta é a necessidade de as marcas serem "centradas no cliente". "Quem consegue antecipar demandas dos clientes, além de colocar o consumidor no centro da conversa, ganha em relevância e na capacidade de rápidas respostas aos movimentos de mercado. Isso é essencial", declarou Daniella.

Segundo o estudo, as marcas líderes estão criando soluções em parceria com seus clientes, e levando a voz dos consumidores para dentro de seus negócios. A Hermès é apontada como um exemplo: permaneceu fiel ao seu DNA em produção de artigos de couro, enquanto cresceu em uma série de outras categorias.

O estudo da Interbrand também aponta o sucesso de negócios baseados em assinaturas, que atendem a necessidades personalizadas de seus clientes e criam uma relação mais duradoura. Em 2018, quase 30% do valor total das cem principais marcas estão em negócios baseados nesse modelo de negócios. Netflix, Adobe e Microsoft são alguns exemplos.

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