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BC: 'Prévia' do PIB cai 0,28% em março; em 12 meses, cresce 1,05%

Do UOL, em São Paulo

15/05/2019 08h38

O IBC-Br (Índice de Atividade Econômica do Banco Central), considerado uma "prévia" informal do PIB (Produto Interno Bruto), ficou negativo em 0,28% em março, na comparação com fevereiro, informou o Banco Central. Na comparação com março do ano passado, o índice teve queda de 2,52% e, no acumulado de 12 meses, registrou crescimento de 1,05%.

No primeiro trimestre do ano, a alta foi de 0,23% em relação ao mesmo período de 2018. Quando comparado ao último trimestre do ano passado, houve baixa de 0,68%.

Indústria e serviços recuam

Em março, a produção industrial do Brasil caiu 1,3% em relação a fevereiro. Foi o pior resultado para o mês em dois anos, o que resultou numa queda trimestral de 0,4%.

O setor de serviços recuou 0,7% em março, interrompendo dois trimestres seguidos de alta. Já as vendas do comércio subiram 0,3% no mês passado, mas, ainda assim, foi o resultado mais fraco desde 2017.

Perspectivas pioraram

As expectativas de crescimento para o Brasil vêm sofrendo sucessivas reduções. O governo já trabalha com uma expectativa de crescimento de 1,5% do PIB neste ano. No começo de 2019, a previsão era de que a economia cresceria cerca de 2,5%.

A previsão do governo se aproxima das projeções do mercado financeiro. A mais recente pesquisa Focus, realizada semanalmente pelo Banco Central junto a uma centena de economistas, mostra que a expectativa de crescimento do PIB neste ano é de 1,45%.

PIB oficial

Em 2018, a economia brasileira registrou crescimento de 1,1%, no segundo ano seguido de alta. Em valores atuais, o PIB totalizou R$ 6,8 trilhões. Os dados foram divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) em fevereiro. O resultado ficou abaixo do 1,3% esperado pelo mercado.

Segundo analistas, o resultado morno aponta dificuldade de recuperação da economia.

IBC-Br

O indicador do BC é visto pelo mercado como uma antecipação do resultado do PIB. Ele é divulgado mensalmente pelo Banco Central, enquanto o PIB é divulgado a cada três meses pelo IBGE.

O IBC-Br serve de base para investidores e empresas adotarem medidas de curto prazo. Porém, não necessariamente reflete o resultado anual do PIB e, em algumas vezes, distancia-se bastante.

O indicador do BC leva em conta a trajetória das variáveis consideradas como bons indicadores para o desempenho dos setores da economia (agropecuária, indústria e serviços).

A estimativa incorpora a produção estimada para os três setores, acrescida dos impostos sobre produtos. O PIB calculado pelo IBGE, por sua vez, é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país durante certo período.

(Com Reuters)

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