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Bolsonaro comemora acordo Mercosul-UE: "trará benefícios enormes"

Presidente da França, Emmanuel Macron, ao lado do presidente brasileiro Jair Bolsonaro durante cúpula do G20 - Jacques Witt/Pool/AFP
Presidente da França, Emmanuel Macron, ao lado do presidente brasileiro Jair Bolsonaro durante cúpula do G20 Imagem: Jacques Witt/Pool/AFP

Do UOL, em São Paulo

28/06/2019 14h34Atualizada em 28/06/2019 14h45

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) comemorou no Twitter o acordo comercial fechado entre o Mercosul, bloco do qual o Brasil faz parte, e a União Europeia.

"Histórico! Nossa equipe, liderada pelo Embaixador Ernesto Araújo, acaba de fechar o Acordo Mercosul-UE, que vinha sendo negociado sem sucesso desde 1999. Esse será um dos acordos comerciais mais importantes de todos os tempos e trará benefícios enormes para nossa economia.", escreveu o presidente.

Em outra postagem, Bolsonaro parabenizou os ministros Paulo Guedes (Economia) e Tereza Cristina (Agricultura), que também participaram das negociações.

"Juntos, Mercosul e UE representam 1/4 da economia mundial e agora os produtores brasileiros terão acesso a esse enorme mercado. Parabenizo também os Ministros Paulo Guedes e Tereza Cristina, bem como as equipes de seus ministérios, pelo empenho neste objetivo. Grande dia!", disse o presidente no Twitter.

Vinte anos de negociação

As conversas para o acordo foram lançadas em junho de 1999. Uma troca de ofertas chegou a ser feita em 2004, mas decepcionou os dois lados e as discussões foram logo interrompidas. Em 2010, as negociações foram relançadas.

Desde então, houve idas e vindas com momentos de resistências tanto do lado do Mercosul quanto do lado da União Europeia. Em 2016, os dois blocos voltaram a trocar propostas e, neste ano, havia a percepção de que faltava muito pouco para um acerto.

Para a rodada final, o governo brasileiro enviou a Bruxelas o chanceler Ernesto Araújo, a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, e o secretário especial de Comércio Exterior do Ministério da Economia, Marcos Troyjo.

De acordo com estimativas do Ministério da Economia, o acordo "representará um incremento do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro de US$ 87,5 bilhões de dólares em 15 anos, podendo chegar a US$ 125 bilhões".

(Com Estadão Conteúdo)

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