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Fora das quadras, Kobe investiu em bebidas e games e faturou com a China

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Imagem: GETTY IMAGES

Do UOL, em São Paulo*

29/01/2020 18h12

Resumo da notícia

  • Jogador ganhou mais de US$ 660 milhões com salários e publicidade durante a carreira
  • Investiu na fabricante de bebidas Body Armor e faturou quando as ações da empresa subiram
  • Investiu também na empresa de mídia The Players Tribune e na de jogos Epic Games, do Fortnite
  • Foi um dos primeiros atletas a ganhar dinheiro explorando o mercado chinês

O astro do basquete Kobe Bryant, morto no domingo (26) vítima de um acidente de helicóptero, acumulou uma fortuna graças a seu talento dentro e fora das quadras, como investidor.

Além de todo o dinheiro que ganhou com salários e publicidade durante sua carreira, o camisa 24 do Los Angeles Lakers investiu no ramo de bebidas, nas indústrias de games e cinematográfica e foi um dos primeiros atletas a ganhar dinheiro explorando o mercado chinês.

Pouco depois de se aposentar das quadras, em 2016, Bryant figurou na lista de empreendedores mais ricos dos Estados Unidos com menos de 40 anos, da revista "Forbes".

Maior salário da NBA por seis anos

Bryant recebeu salário de US$ 323 milhões em 20 temporadas, o segundo maior valor da história da NBA, ficando atrás apenas de Kevin Garnett (US$ 334 milhões). Segundo a Forbes, seu salário foi o maior da NBA durante seis anos.

Fora das quadras, o cestinha se deu ainda melhor, recebendo cerca de US$ 360 milhões em contratos publicitários durante a carreira de atleta, de acordo com a revista. Seu principal contrato foi com a Nike, com a qual Kobe assinou contrato em 2003. A partir da temporada 2005-2006, todo ano a Nike lançava um novo par de tênis com o nome do atleta.

Bryant também teve contratos publicitários com a aérea Turkish Airlines (aviação), a Lenovo (computadores), o McDonald's (restaurantes) e a Nutella (alimentos). As duas últimas empresas, porém, romperam o vínculo depois que o jogador foi acusado de estupro, em 2003. O caso não foi a julgamento, mas prejudicou a imagem e os negócios do jogador.

Pioneiro na China

Interessado em negócios e mais aberto ao mundo do que muitos outros atletas norte-americanos por ter vivido na Itália na infância, Bryant não esperou o fim da carreira para ampliar seus horizontes. Foi um dos primeiros jogadores a entender o potencial do mercado chinês, no início dos anos 2000.

Ele se tornou uma lenda na China, graças a numerosas visitas, propagandas direcionadas exclusivamente para este mercado e a outras iniciativas, em particular humanitárias. Produtos ligados ao seu nome, como camisas e calçados, se esgotavam em dias, o que lhe valeu rendimentos significativos.

Investimentos em bebidas, games e mídia

Bryant foi também um dos pioneiros de uma geração de atletas que se via como investidores, e não somente como garotos-propaganda.

Em 2014, comprou 10% das ações da fabricantes de bebidas energéticas Body Armor, por US$ 6 milhões. Quatro anos depois, quando a Coca-Cola entrou no negócio, essas ações se valorizaram em US$ 200 milhões.

Por meio de seu fundo de investimento, o Bryant Stibel, o atleta também comprou participações na plataforma esportiva The Players Tribune e na desenvolvedora de jogos Epic Games, do jogo Fortnite.

Também investiu em produção cinematográfica, com o curta animado "Dear Basketball", escrito por ele. O curta ganhou um Oscar em 2018.

*Com AFP

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