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Ministério diz que fala de Guedes sobre servidores foi tirada de contexto

Paulo Guedes, ministro da Economia - Daniel Resende/Futura Press/Estadão Conteúdo
Paulo Guedes, ministro da Economia Imagem: Daniel Resende/Futura Press/Estadão Conteúdo

Carla Araújo

Colaboração para o UOL, em Brasília

07/02/2020 17h44

Depois de o ministro da Economia, Paulo Guedes, comparar servidores públicos a "parasitas" durante palestra realizada hoje no Rio de Janeiro, o ministério soltou uma nota para tentar minimizar o desgaste da declaração.

"O Ministério da Economia esclarece que, após reconhecer a elevada qualidade do quadro de servidores, o ministro Paulo Guedes analisou situações específicas de estados e municípios que têm o orçamento comprometido com a folha de pagamento. Durante evento no Rio de Janeiro, ele falou sobre entes da Federação que estão com despesas acima do limite prudencial da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Nessa situação extrema, não sobram recursos para gastos essenciais em áreas fundamentais como saúde, educação e saneamento" diz o texto.

A declaração causou mal-estar entre alguns aliados do presidente Jair Bolsonaro, que pretende enviar semana que vem o texto da reforma administrativa ao Congresso. A avaliação de uma fonte palaciana é que a fala de Guedes tem potencial de mobilizar a categoria dos servidores e pressionar parlamentares, que terão a responsabilidade de aprovar o projeto.

"O ministro lamenta profundamente que sua fala tenha sido retirada de contexto pela imprensa, desviando o foco do que é realmente importante no momento: transformar o Estado brasileiro para prestar melhores serviços ao cidadão", diz a nota enviada há pouco a jornalistas.

A assessoria de imprensa da Economia destaca ainda que Guedes argumentou que o país não pode mais continuar com políticas antigas de reajustes sistemáticos.

"Isso faz com que os recursos dos pagadores de impostos sejam usados para manter a máquina pública em vez de servir à população: o principal motivo da existência do serviço público. O ministro defendeu uma reforma administrativa que corrija distorções sem tirar direitos constitucionais dos atuais servidores".

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