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Guedes endossa isolamento e diz que vai defender 'vidas e empregos'

Do UOL, em São Paulo

27/03/2020 15h14Atualizada em 27/03/2020 17h21

O ministro da Economia, Paulo Guedes, saiu em defesa de Jair Bolsonaro (sem partido) e disse que as falas do presidente — que tem defendido a volta à rotina em meio à pandemia do novo coronavírus — vem no sentido de advertir, e não diminuir a ameaça do surto à saúde.

"Ele [Bolsonaro] não está diminuindo o problema [da covid-19]. Ele está nos alertando que precisamos impedir a desorganização da economia, impedir uma crise de desabastecimento no Brasil", disse Guedes em vídeo divulgado hoje nas redes sociais do Ministério da Economia.

Ao contrário do presidente, porém, o ministro defendeu o distanciamento social como forma de conter o avanço da pandemia, chamada de "primeira onda" por Guedes. A segunda, de acordo com ele, seria a crise econômica causada pelo surto de covid-19 caso o governo não aja para controlá-la.

"Nós temos que ficar nesse isolamento por um tempo para quebrarmos essa primeira onda. [Mas] Se nós não lembrarmos que temos que continuar resistindo com a nossa produção econômica, vamos ter aquele fenômeno onde todo mundo está com os recursos, mas as prateleiras estão vazias porque deixamos a organização da economia entrar em colapso", alertou.

O ministro ainda garantiu que não vão faltar recursos para defender as vidas e os empregos. "Nenhum brasileiro vai ficar para trás, nós vamos cuidar de todos", disse. "Vamos atravessar as duas ondas [...] e vamos sair mais fortes e unidos do lado de lá."

Nesta semana, o governo federal lançou uma campanha publicitária chamada "O Brasil não pode parar" para defender a flexibilização do isolamento e retomada econômica. Também há previsão de vídeos institucionais. O valor da campanha não foi divulgado.

Primeiro vídeo foi apagado por erro

Após a publicação desta matéria, uma primeira versão do vídeo foi apagada. À reportagem do UOL, a assessoria do Ministério da Economia informou que houve um erro na divulgação de um benefício que o governo promete conceder aos trabalhadores que tiverem seu salário reduzido.

No vídeo, Guedes dizia que se as empresas diminuíssem o salário de seus funcionários em 50%, por exemplo, o governo "compensaria" a perda pagando outros 25%. A depender da situação, essa parcela poderia chegar a um terço.

Mas o complemento será, na verdade, um percentual do seguro-desemprego a que o trabalhador teria direito. Essa porcentagem também será equivalente ao corte sofrido, ou seja: se a empresa reduzir o salário de um funcionário em 50%, por exemplo, o governo vai pagar a este trabalhador 50% do seguro-desemprego.

"A medida será anunciada com mais detalhes assim que estiver concluída. Por isso iremos republicar o vídeo do ministro sem os percentuais citados. Pedimos desculpas pelo inconveniente, foi um erro de edição", justificou o ministério.

Economia