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Guedes pede que funcionários públicos 'não peçam aumento por um tempo'

Do UOL, em São Paulo

27/04/2020 09h20

O ministro da Economia, Paulo Guedes, pediu hoje que os funcionários públicos "colaborem com o Brasil" e fiquem um tempo sem pedir aumento.

"Precisamos que o funcionalismo público mostre que está com o Brasil, que vai fazer um sacrifício pelo Brasil, não vai ficar em casa trancado com a geladeira cheia assistindo a crise enquanto milhões de brasileiros estão perdendo empregos. Eles vão colaborar, vão ficar sem pedir aumento por um tempo", disse o ministro.

Guedes deu a declaração na portaria do Palácio da Alvorada ao lado do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e de outros ministros, com quem se reuniu nesta manhã. Ele disse que a ideia não é tirar direitos.

"Ninguém vai tirar, o presidente disse que ninguém tira direito, salário, ninguém encosta em nenhum direito que existe hoje, mas por atenção aos brasileiros não peçam aumento por um ano e meio, contribuam com o Brasil", apelou.

O encontro foi marcado por uma troca de afagos entre Bolsonaro e Guedes. "Tem um homem que decide a economia do Brasil e é um só. Se chama Paulo Guedes", declarou o presidente. O ministro, por sua vez, agradeceu a confiança de Bolsonaro e o classificou como um "homem determinado, firme e que sabe onde está indo".

Ministro diz que reformas seguirão

Guedes disse ainda que, diante da crise do coronavírus, foi necessário fazer um ajuste na política, passando de reformas para medidas emergenciais. "Presidente deixou muito claro desde o início que nós íamos preservar vidas e empregos. Estamos desde o início dessa crise lançando uma camada de proteção para os mais frágeis", explicou.

Segundo ele, o Brasil já estava "decolando" quando a crise começou, mas garantiu que dará seguimento às reformas com o apoio do Congresso, e que a economia brasileira vai "surpreender o mundo de novo".

"Vamos prosseguir com as reformas, trazer bilhões em investimentos em saneamento, infraestrutura (...) Ano que vem certamente estaremos crescendo", acrescentou.