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Rodrigo Maia é entrevistado ao vivo nesta segunda, às 16h

Do UOL, em São Paulo

31/05/2020 17h00

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), será entrevistado nesta segunda-feira, ao vivo, a partir das 16h. O deputado tornou-se um dos principais personagens da política brasileira depois que substituiu no cargo o ex-deputado Eduardo Cunha (MDB-RJ).

A entrevista será conduzida pelo colunista Tales Faria e terá transmissão ao vivo pela home do UOL, pelo canal do UOL no YouTube e também nos perfis do Facebook e do Twitter.

Maia falará sobre a política no país e o que o Congresso pode fazer para mitigar os efeitos da pandemia do novo coronavírus e da crise econômica.

O deputado assumiu o comando da Câmara em 2016, sendo eleito para um mandato tampão após a renúncia de Cunha. Aos 49 anos, ele está no sexto mandato consecutivo — reeleito presidente Casa em 2019, não poderá se candidatar novamente ao cargo em 2021.

Sob sua chefia, a Câmara votou e derrubou o processo de impeachment de Michel Temer. Tornou-se voz decisiva na aprovação da reforma trabalhista durante o governo do ex-presidente e praticamente assumiu o comando dos partidos de centro na Casa.
Sua habilidade como negociador garantiu um discreto apoio à sua gestão também nos partidos de oposição.

Nunca teve amizade com o presidente Jair Bolsonaro, nem mesmo quando este era seu colega na Câmara. No entanto, foi graças a Maia, que Bolsonaro obteve a aprovação da reforma da Previdência em seu primeiro ano de gestão.

A relação entre os dois, porém, tem se tornado cada vez mais conflituosa, com os bolsonaristas promovendo ataques contínuos nas redes sociais à Câmara e a seu presidente.

Hoje, Maia divide com Bolsonaro o apoio dos partidos do chamado centrão, mas o deputado detém ainda melhor trânsito na oposição e no grupo autodenominado "centro democrático", que não segue as orientações de Bolsonaro, o que lhe garante maioria na Casa.

Cabe ao presidente da Câmara acolher ou não os pedidos de abertura de processos de impeachment contra o presidente da República.

No último dia 12, ele defendeu em manifestação enviada ao STF (Supremo Tribunal Federal), que não há prazo na legislação que o obrigue a analisar um pedido de impeachment de Bolsonaro.

A manifestação foi em resposta ao ministro Celso de Mello, que pediu explicações ao presidente da Câmara sobre o andamento de um pedido de impeachment feito no fim de março por um grupo de advogados contra Bolsonaro.

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