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'Prévia da inflação' desacelera, mas é a maior para novembro em 5 anos

Getty Images
Imagem: Getty Images

Do UOL, em São Paulo

24/11/2020 09h04Atualizada em 24/11/2020 09h30

O IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor - Amplo 15), considerado uma prévia da inflação oficial (IPCA), desacelerou a 0,81% em novembro, após fechar outubro em 0,94%. Apesar disso, o resultado foi o maior para o mês em cinco anos (em novembro de 2015, o índice ficou em 0,85%).

No ano, o IPCA-15 acumula alta de 3,13% e, em 12 meses, de 4,22%. Com isso, a inflação fica acima da meta do governo para este ano, que é de 4%, com margem de 1,5 ponto percentual para mais ou menos, ou seja, podendo variar entre 5,5% e 2,5%.

Os dados foram divulgados hoje pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Alimentos continuam subindo

O grupo com maior influência no índice no mês (0,44 ponto percentual) foi Alimentação e Bebidas, que subiu 2,16%. No ano, o grupo acumula alta de 12,12%.

O arroz continuou a subir e teve alta de 8,29% no mês. O preço da carne aumentou 4,89% e o da batata inglesa, que havia registrado queda de 4,39% em outubro, teve alta de 33,37% em novembro.

Também subiram o tomate (19,89%) e o óleo de soja (14,85%).

Entre as quedas, a principal foi a do leite longa vida (-3,81%).

Combustíveis ficam mais caros

Outro grupo de forte impacto (0,2 p.p) sobre o IPCA-15, os Transportes subiram 1%, impulsionados pela alta de 1,17% da gasolina, item de maior peso sobre o indicador no mês. Os preços de outros combustíveis como o etanol (4,02%), o óleo diesel (0,53%) e o gás veicular (0,55%) também avançaram.

Outra contribuição importante no grupo foi do item automóvel novo: alta de 1,07%. As passagens aéreas também ficaram mais caras (3,46%) em novembro, mas em menor proporção do que o registrado em outubro (39,9%).

Entre as quedas do grupo de Transportes, destaque para as passagens dos ônibus interestaduais (-0,52%) e dos ônibus intermunicipais (-0,4%).

Juros x inflação

Para tentar controlar a inflação, o Banco Central pode usar a taxa de juros. De modo geral, quando a inflação está alta, o BC sobe os juros para reduzir o consumo e estimular a queda de preços. Quando a inflação está baixa, o BC derruba os juros para impulsionar o consumo.

Na última reunião, o Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central manteve a taxa básica de juros (Selic) em 2% ao ano, o menor patamar desde o início da série histórica, em 1996.

Metodologia

O IPCA-15 refere-se às famílias com rendimento de um a 40 salários mínimos e abrange as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e Goiânia.

A metodologia utilizada é a mesma do IPCA, considerada a inflação oficial; a diferença está no período de coleta dos preços e na abrangência geográfica.