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Pedidos de seguro-desemprego crescem 1,9% e somam 6,8 milhões em 2020

Seguro-desemprego é destinado para trabalhadores formais, com carteira assinada - iStock
Seguro-desemprego é destinado para trabalhadores formais, com carteira assinada Imagem: iStock

Colaboração para o UOL

07/01/2021 14h47

A quantidade de pedidos de seguro-desemprego é uma forma de mostrar quantas pessoas foram demitidas sem justa causa de empregos formais no Brasil. E em 2020 esses pedidos cresceram 1,9%, de acordo com dados da Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia.

Ao todo foram registrados 6.784.102 de solicitações do benefício em 2020. Já em 2019 foram pedidos 6.655.945 seguros-desemprego. Apesar da queda de empregos formais, houve esse aumento de demissões.

Apesar do aumento anual, é possível ver uma queda significativa nos últimos 3 meses do ano. Em dezembro houve um recuo de 4,6% em comparação com novembro. E também foi 2% menor do que a marca registrada em dezembro de 2019.

Outros números mostraram sinais de recuperação econômica em novembro, como a geração de empregos com carteira assinada, que chegou a 414.556. Essa quantidade superou as demissões pelo quinto mês seguido.

Mas a taxa de desemprego do país ficou em 14,3% no trimestre encerrado em outubro, de acordo com os últimos dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

O setor de serviços registrou o maior número de requerimentos de seguro-desemprego em 2020. Foi 41% do total. É um setor fortemente atingido pelos efeitos da pandemia, afinal a forma de combatê-la é com medidas de distanciamento social.

Os trabalhadores do comércio fizeram 26,6% do total de pedidos de seguro-desemprego em 2020, seguidos pelos que atuam na indústria (17,1%) e construção (9,4%). Já a agropecuária concentrou fatia de apenas 4,9%.

Ainda segundo os dados do Ministério da Economia, 59,8% dos pedidos foram feitos por homens e 40,2% por mulheres. A faixa de idade que mais pediu o benefício foi de 30 a 39 anos, com 33%.

De acordo com os dados do IBGE, até outubro, cerca de 36% da população ocupada tem empregos formais e portanto possuem direito de pedir seguro-desemprego.