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Maia chama Lira de 'humorista' por defender sanção do Orçamento: 'Piada'

O deputado e ex-presidente da Câmara, Rodrigo Maia, rebateu as críticas feitas por Arthur Lira (PP-AL) -
O deputado e ex-presidente da Câmara, Rodrigo Maia, rebateu as críticas feitas por Arthur Lira (PP-AL)

Do UOL, em São Paulo

19/04/2021 13h54Atualizada em 19/04/2021 15h04

O ex-presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia, rebateu críticas e disse que o atual presidente da casa legislativa, Arthur Lira (PP-AL), é um "humorista" por alegar que o Orçamento de 2021 será sancionado pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

"O presidente da Casa virou humorista. Aliás, defender a sanção do orçamento de 2021 só pode ser uma piada", escreveu Maia em uma postagem compartilhada hoje no Twitter. A publicação foi feita momentos depois de Lira alegar que o orçamento só foi aprovado após a eleição dos novos presidentes da Câmara e do Senado.

Segundo Lira, dificuldades foram criadas pela gestão de Maia e seus "compromissos políticos".

"Agora depois de aprovado com amplo acordo que incluiu o governo, as críticas são injustas e oportunistas, cabendo ao governo propor soluções que atendam às demandas acordadas durante a votação, respeitando todos os limites legais e o teto de gasto", escreveu.

Na visão de Maia, o governo federal insiste em um "orçamento criativo", que coloca fora do teto o Programa do Bem e o Pronampe, de aproximadamente 16 bilhões, para poder sancionar a emenda do relator.

"É ou não é um orçamento criativo?", questionou o parlamentar.

Nos comentários da postagem, o deputado federal André Janones (Avante-MG) disse que nem o youtuber e empresário Felipe Neto "abusou tanto do modo criativo no minecraft" como estão fazendo com o Orçamento de 2021.

"Nem o @felipeneto abusou tanto do modo criativo no minecraft, igual estão fazendo com o orçamento".

Nos últimos dias, o presidente Jair Bolsonaro disse que o impasse em torno do Orçamento de 2021 pode chegar ao fim hoje. O limite para a sanção ou veto da medida é a próxima quinta-feira (22).

Caso o texto seja sancionado da forma como está, o presidente poderá ser enquadrado na lei de responsabilidade fiscal, por furar o teto de gastos.