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ANÁLISE

Texto baseado no relato de acontecimentos, mas contextualizado a partir do conhecimento do jornalista sobre o tema; pode incluir interpretações do jornalista sobre os fatos.

Cannes 2021: Qual a potência do storytelling orientado por dados?

GoAd Media
Imagem: GoAd Media

GoAd Media*

22/06/2021 18h06

O uso certeiro de tecnologias emergentes para contar histórias e engajar as pessoas, o entendimento sobre a descentralização dos espaços de mídia e a capacidade de promover conversas e mudanças foram os destaques do segundo dia do Cannes Lions 2021.

Na grade de palestras e debates de hoje (22), destaque para a participação do historiador e filósofo Yuval Noah Harari, em conversa com Neil Lindsay, vice-presidente de Marketing e Prime na Amazon.

Harari reforçou o papel do storytelling para a construção das marcas e abordou o desafio de criar histórias envolventes sem abrir mão da verdade. Ele também enfantizou a importância de adotar uma postura mais crítica, e mais generosa, diante de crises como a pandemia de covid-19.

"Podemos colocara culpa em minorias e criar teorias conspiratórias. Ou podemos escolher outras histórias para compartilhar, com foco na cooperação global, na verdade, na ciência. É essa decisão que empresas, produtores de TV, políticos e indivíduos em geral precisam tomar", afirmou.

Inesperado deve ser trunfo para as marcas

Para Harari, um dos principais trunfos do storytelling é o inesperado. E uma marca que explora bem a habilidade de surpreender é a Frito-Lay, divisão da PepsiCo, responsável por linhas como Cheetos e Doritos. Com foco na geração Z, a marca é referência na construção de experiências interativas, no uso de tecnologias como AI e 3D e na cocriação com os consumidores.

No Cannes Lions, a CMO da Frito-Lay, Rachel Ferdinando, explicou que o sucesso da marca está ancorado na coragem e no compromisso de fazer diferente, no uso customizado de cada mídia e em um olhar atento para os movimentos culturais, explorando de forma orgânica iniciativas dos próprios consumidores.

"Inovar é assustador, mas o risco compensa. Uma marca realmente icônica se mantém fiel ao seu propósito, mas, ao mesmo tempo, precisa evoluir constantemente. Precisa se manter num estado de reinvenção", destacou Rachel.

*Parceiro do UOL, a GoAd Media produz de conteúdo para o mercado de comunicação e marketing

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

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