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Sem dar detalhes, Guedes admite 'mudança organizacional' na Economia

Ministro da Economia, Paulo Guedes disse que haverá "mudança organizacional" na Economia - Edu Andrade/Ministério da Economia
Ministro da Economia, Paulo Guedes disse que haverá 'mudança organizacional' na Economia Imagem: Edu Andrade/Ministério da Economia

Do UOL, em São Paulo

21/07/2021 13h49Atualizada em 21/07/2021 14h11

O ministro da Economia, Paulo Guedes, admitiu hoje que haverá uma "mudança organizacional" na pasta, mas não deu detalhes sobre a reestruturação, que está sendo formulada pelo governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

A colunista do UOL Carla Araújo adiantou hoje que as mudanças nos ministérios, programadas para a próxima semana, incluem o esvaziamento da pasta liderada por Guedes e a criação de um novo Ministério do Trabalho, que deverá ser chamado e Ministério do Emprego e da Previdência Social.

"Tem novidades até na nossa organização estrutural. Vamos fazer mudança organizacional aqui também. Essas novidades são justamente na direção de emprego e renda", disse Guedes durante entrevista para comentar a arrecadação da Receita Federal no último mês.

Paulo Guedes citou a reestruturação ao falar que o 'script' do governo para este ano seria saúde — comandado pelo ministro Marcelo Queiroga —, emprego e renda.

"Renda vem aí com o João Roma (ministro da Cidadania). E emprego, já criamos 1 milhão de empregos nos 4 últimos meses do ano passado. 1,3 milhão de empregos nos primeiros meses desse ano e vamos acelerar o ritmo de criação de emprego, inclusive com uma reorganização nossa interna, novidades que o presidente deve trazer rapidamente", complementou.

O Ministério do Trabalho foi extinto logo no início do governo Bolsonaro, em janeiro de 2019, junto com outros ministérios da área econômica. As pastas foram fundidas para dar origem ao superministério da Economia.

O nome mais cotado para comandar a pasta que será recriada é o do atual ministro da Secretaria-Geral, Onyx Lorenzoni. Segundo a coluna de Carla Araújo, o ministro da Economia já teve uma reunião nesta manhã com Onyx para tratar do tema.

Segundo fontes do governo, no acordo do presidente Bolsonaro com Guedes para que ele concordasse em perder um braço do superministério foi colocado pelo menos uma condição: a manutenção do atual secretário da Previdência, Bruno Bianco, na nova pasta.