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Cesta básica em SP teve aumento de 1,15% em agosto, aponta Procon

Pesquisa avalia três grupos de produtos: alimentação, limpeza e higiene pessoal - iStock
Pesquisa avalia três grupos de produtos: alimentação, limpeza e higiene pessoal Imagem: iStock

Colaboração para o UOL

17/09/2021 14h51

O preço da cesta básica na capital paulista teve um aumento de 1,15% em agosto, em comparação com o mês de julho. Um total de R$ 12,22 a mais, verificado a partir do levantamento mensal do Procon-SP em parceria com o Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos), divulgado hoje.

No sétimo mês do ano, o preço médio pago pelo conjunto de alimentos básicos era R$ 1.064,79. Já o mês passado fechou com o valor de R$ 1.077,01.

A pesquisa analisa tanto produtos de alimentação quanto de limpeza e higiene pessoal. O primeiro foi o que sofreu a maior alta, de 1,25% em média. Já os outros dois tiveram, respectivamente, um aumento médio de 0,28% e 0,49%.

Segundo a análise, os motivos que justificam a oscilação dos preços vão de problemas climáticos, questões sazonais, excesso ou escassez de oferta ou demanda pelos produtos, até preços das commodities, variações cambiais, formação de estoques e desonerações de tributos. Dos 39 pesquisados, na variação mensal, 23 apresentaram alta, 15 diminuíram de preço e um permaneceu estável.

Os cinco que mais aumentaram o valor foram o quilo da batata, com variação de 27,30%, o limpador multiuso de 500 ml (11,29%), o frango resfriado inteiro, cujo quilo subiu 9,98%, o biscoito maisena de 200g (9,84%) e o biscoito água e sal de 200g (7,73%).

Por outro lado, alguns produtos tiveram queda no preço. As maiores delas foram: o quilo da cebola, -5,83%, e do alho, -5,04%. Seguidos de biscoitos recheados, de pacotes de 130/150g (-2,75%), creme dental tubo de 90g (-2,57%), além do preço por quilo da carne de primeira, que caiu 2,50%.

Avaliação em relação a 2020

A comparação com o ano passado também é ruim. A cesta básica dos paulistanos sofreu um aumento de 21,18% em relação ao mesmo mês. Em agosto de 2020 o valor da cesta era de R$ 888,79, ou seja, está R$ 188,22 mais cara em 2021.

O produto com a maior variação anual foi o óleo de soja, com um aumento de 69,91% nos últimos 12 meses. Com isso, a embalagem de 900 ml que em 2020 custava em média R$ 4,62 passou a R$ 7,85 neste ano. Em seguida aparecem o açúcar, com 52,20%, e o frango, que ficou 43,17% mais caro.

Já quando a base de comparação é o preço do conjunto de produtos ao fim de 2020, a variação em agosto é de 6,86% de aumento.

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