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Bolsonaro abre 'tour dos mil dias' ao lado de Collor e se exime de inflação

Jair Bolsonaro ao lado de Fernando Collor em evento em Teixeira de Freitas (BA) - Reprodução/TV Brasil
Jair Bolsonaro ao lado de Fernando Collor em evento em Teixeira de Freitas (BA) Imagem: Reprodução/TV Brasil

Do UOL, em São Paulo*

28/09/2021 12h39Atualizada em 28/09/2021 13h03

Em seu primeiro evento na série de viagens que fará ao longo da semana que marca os 1000 dias de seu governo, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) entregou títulos e propriedades rurais em Teixeira de Freitas (BA) em uma cerimônia em que se sentou ao lado do senador Fernando Collor (PROS-AL).

No ano passado, o ex-presidente da República (1990-1992) já havia subido a um palco ao lado de Bolsonaro em um evento no Alagoas, quando se posicionou em defesa do governo. Na cerimônia de hoje, Collor foi lembrado por Bolsonaro apenas no final de seu discurso, quando agradeceu a todos os parlamentares presentes. Durante a tarde, o chefe do Executivo estará em Alagoas, estado do senador.

Em seu discurso, Bolsonaro voltou a dizer que a inflação é culpa da pandemia e ainda citou a seca e geadas como responsáveis pelo aumento dos preços da energia e dos alimentos. Ele ainda criticou governadores pelas medidas de restrição adotadas para controle da pandemia do novo coronavírus.

"Às vezes me pergunto como chegamos até aqui, como sobrevivemos, como estamos nos comportando ainda numa difícil fase da pandemia, com consequências terríveis para o Brasil e mundo", disse

"Como consequência, temos inflação alta, especialmente nos alimentos em todo o mundo. Enfrentamos uma das maiores secas do Brasil, refletindo no preço da energia. Enfrentamos uma geada ímpar que afetou nossa agricultura. Alguns governadores do Brasil também fecharam tudo sem se preocupar com os mais humildades", completou.

Na sequência, Bolsonaro defendeu os programas sociais do governo e disse que o governo "pode atender os mais necessitados por mais algum tempo", sem ser específico ao que se referia. O atual auxílio emergencial, que paga R$ 250 por mês a beneficiários do Bolsa Família e outros vulneráveis, tem a última parcela prevista para o mês de outubro.

"Temos que trabalhar sim para atender esses que ainda não retornaram ao mercado de trabalho? Brasil é grande, temos um país rico e podemos atender os necessitados por mais algum tempo e pedimos a Deus que essa pandemia possa ir embora e possamos voltar à normalidade", disse.

A intenção do governo é aprovar a reforma do Imposto de Renda para bancar as mudanças no programa Bolsa Família que, se prevalecer a vontade de Bolsonaro, passará de um valor médio de R$ 185 por família para R$ 300. No entanto, o governo não tem garantia de que conseguirá aprovar a reforma a tempo de garantir o reajuste do programa.

Também participaram da cerimônia, com discursos, os ministros da Cidadania, João Roma, e da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas. Possível candidato ao governo da Bahia ou ao Senado nas eleições de 2022, Roma falou por cerca de 15 minutos, enaltecendo Bolsonaro, a quem entregou um colete personalizado do Auxílio Brasil, programa social que substituirá o Bolsa Família.

Como tem ocorrido em outras agendas de Bolsonaro fora de Brasília, a viagem ganhou atenção especial nas redes sociais do presidente, com transmissão ao vivo da chegada à cidade e cumprimento a apoiadores. Durante o evento, o público também se comportou como em comícios, se manifestando a cada crítica a adversários e aplausos ao presidente.

*Com informações da Agência Reuters.

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