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Posto em SP vende gasolina a R$ 0,40 o litro nesta quinta; saiba mais

Bolsonaro disse que "o problema" no preço dos combustíveis "não é só aqui" no Brasil, mas "no mundo todo" - Reuters
Bolsonaro disse que 'o problema' no preço dos combustíveis 'não é só aqui' no Brasil, mas 'no mundo todo' Imagem: Reuters

Do UOL, em São Paulo*

30/09/2021 09h44Atualizada em 30/09/2021 10h22

Um posto de São Paulo venderá gasolina do tipo comum, por apenas R$ 0,40 o litro, a partir das 11h (horário de Brasília) de hoje. A ação é uma iniciativa da AbriLivre (Associação Brasileira de Revendedores de Combustíveis Independentes e Livres).

O posto com a oferta é o "Super 9", localizado na Rua Prof. Daher Cutait, número 407, no bairro da Bela Vista, na esquina da Avenida Nove de Julho, zona central da cidade.

O valor só será válido para os primeiros 400 motoristas que forem abastecer no local e estará limitado a 10 litros por automóvel.

"Está chegando a grande hora! Nesta quinta-feira (30/09), a partir das 11h, no Posto Super 9, a AbriLivre oferecerá aos 400 primeiros veículos que aparecerem no posto 10 litros de gasolina C por R$ 4,00 em dinheiro (R$ 0,40 por litro)", escreveu a responsável pela ação nas redes sociais.

A iniciativa faz parte da campanha "Combustível Transparente" e tem o objetivo de conscientizar os consumidores de que o aumento dos combustíveis não é causado pelos postos de venda dos itens.

"Até chegar aos postos, os preços dos combustíveis já foram influenciados pela concentração no mercado de distribuição, a vedação à venda e compra direta de combustíveis do produtor para os postos revendedores, os contratos de exclusividade e a Tutela da Fidelidade à Bandeira da ANP (regra que impede que postos que ostentam determinada marca de uma distribuidora comprem combustíveis fornecidos por outras distribuidoras), tributos federais e estaduais", destaca a AbriLivre no site da campanha.

Não faço milagre, diz Bolsonaro

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) disse no começo dessa semana, durante conversa com apoiadores no Palácio da Alvorada, que em breve o país terá um novo reajuste no preço do diesel. Ele afirmou que, embora os brasileiros estejam "insatisfeitos" com os aumentos sucessivos nos preços dos combustíveis, ele não consegue "fazer milagre".

"Pessoal está insatisfeito? Está. Inclusive estamos há três meses sem reajustar o diesel. Vai ter um reajuste daqui a pouco. Não vai demorar. Agora, não posso fazer milagre", declarou Bolsonaro. O último reajuste sofrido pelo diesel ocorreu no dia 5 de julho, e não há três meses como ele alegou.

No bate-papo com os seus apoiadores, Bolsonaro disse que "o problema" no preço dos combustíveis "não é só aqui" no Brasil, mas "no mundo todo".

Ele voltou a creditar o preço aos impostos estaduais e lembrou que recorreu ao STF (Supremo Tribunal Federal) para que o Congresso Nacional fixe, em um prazo de 120 dias, a alíquota do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) sobre os combustíveis nos estados.

Embora o político culpe o ICMS pelos altos preços dos combustíveis, especialistas ouvidos pelo UOL apontam que a principal responsável pelo aumento do valor é a política de preços da Petrobras.

Por fim, o atual chefe do Executivo Federal destacou que quem estiver "insatisfeito" com seu governo é "só mudar na eleição do ano que vem", em alusão ao pleito presidencial de 2022 que poderá reconduzi-lo ao cargo, ou eleger um novo mandatário.

Petrobras aumenta preço do diesel

Um dia após a fala do presidente, a Petrobras anunciou o aumento do preço do diesel nas refinarias em quase 9%, medida que começou a valer ontem, após 85 dias de estabilidade, informou a companhia em nota, frisando que o movimento é importante para garantir o abastecimento do combustível no país.

"Esse ajuste é importante para garantir que o mercado siga sendo suprido em bases econômicas e sem riscos de desabastecimento pelos diferentes atores responsáveis pelo atendimento às diversas regiões brasileiras: distribuidores, importadores e outros produtores, além da Petrobras", disse a empresa em comunicado.

Com o ajuste, o valor médio do diesel vendido pela companhia a distribuidoras passará de R$ 2,81 para R$ 3,06 por litro, refletindo reajuste médio de R$ 0,25 por litro.

A Petrobras ainda afirmou que apenas parte do preço final dos combustíveis é de sua responsabilidade.

O presidente da Abrava (Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores), Wallace Landim, conhecido como Chorão, informou que não é descartada uma possível paralisação dos transportadores rodoviários, motivada pelos elevados preços do diesel.

*Com informações da Reuters

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