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Zuckerberg perde US$ 6 bi em horas e posto de 4º mais rico para Bill Gates

Do UOL, em São Paulo

04/10/2021 17h17Atualizada em 05/10/2021 11h18

O fundador do Facebook Mark Zuckerberg perdeu US$ 6 bilhões em poucas horas, após WhatsApp, Facebook e Instagram saírem do ar globalmente hoje. A queda fez com que ele caísse uma posição no ranking de bilionários da Bloomberg, índice que classifica as 500 pessoas mais ricas do mundo diariamente. Ele foi ultrapassado pelo fundador da Microsoft, Bill Gates, e agora ocupa a quinta posição da lista.

O valor da fortuna de Zuckerberg caiu para US$ 121,6 bilhões, enquanto Bill Gates tem US$ 124 bilhões, no índice de bilionários da Bloomberg. Desde 13 de setembro, segundo a agência, o CEO do Facebook perdeu cerca de US$ 19 bilhões em riqueza. Naquela data, a fortuna era avaliada em US$ 140 bilhões, de acordo com o índice.

Hoje, investidores venderam papéis e ações do gigante das mídias sociais, levando a uma queda de cerca de 5%. Desde meados de setembro, a perda registrada é de 15%.

Com a mudança, as primeiras dez posições da lista de pessoas mais ricas do mundo ficaram assim:

  1. Elon Musk: US$ 211 bilhões
  2. Jeff Bezos: US$ 186 bilhões
  3. Bernard Arnault: US$ 153 bilhões
  4. Bill Gates: US$ 124 bilhões
  5. Mark Zuckerberg: US$ 121 bilhões
  6. Larry Page: US$ 120 bilhões
  7. Sergey Brin: US$ 115 bilhões
  8. Larry Ellison: US$ 104 bilhçoes
  9. Steve Ballmer: US$ 102 bilhões
  10. Warren Buffett: US$ 99,7 bilhões

Denúncias sobre a plataforma

A queda de valor coincide com uma série de reportagens do Wall Street Journal, que baseadas em documentos internos da empresa, revelou que o Facebook sabia sobre uma série de problemas com seus produtos. Entre eles, o fato de o Instagram causar danos à saúde mental de adolescentes, bem como propagar desinformação sobre os eventos no Capitólio, em 6 de janeiro.

Ontem, uma ex-funcionária da empresa revelou sua identidade ao programa "60 Minutes", da emissora americana CBS News como responsável por vazar documentos que mostram que a rede social estava alimentando o ódio.

Frances Haugen, uma especialista em dados de 37 anos, disse que trabalhou para empresas como Google e Pinterest, mas garantiu que o Facebook é "substancialmente pior" do que tudo o que já viu antes.

A empresa, porém, afirmou que estes são problemas complexos e que não se restringem à tecnologia. O vice-presidente de assuntos globais do Facebook, Nick Clegg, disse à CNN que "presumir que deve haver uma explicação tecnológica ou técnica para as questões de polarização política nos Estados Unidos" dá "conforto às pessoas presumir".

(Com AFP e ANSA)

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