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Google e Conar lançam manual com 'boas práticas' para publicidade infantil

iStock
Imagem: iStock

Renato Pezzotti

Colaboração para o UOL, em São Paulo

11/10/2021 09h01

O Google e o Conar (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária) lançaram semana passada um manual com "boas práticas" para a publicidade digital voltada ao público infantil.

Dividido em cinco tópicos, o pequeno guia possui algumas diretrizes sobre o desenvolvimento de materiais dedicados aos pequenos produzidos por anunciantes, agências, e, principalmente, influenciadores e criadores de conteúdo.

O guia é um "manual de boas práticas", uma vez que o Conselho não pode impedir que uma ação publicitária seja veiculada —ele existe para "evitar excessos e corrigir desvios e deficiências" nas campanhas.

O manual foi produzido a partir de um acordo firmado no final de 2019 entre a empresa de tecnologia e o Ministério Público do Estado de São Paulo, que também participou da discussão.

O acordo também prevê o estabelecimento de um canal de comunicação do Conar com o Google, que tem a finalidade de "receber, analisar e responder as solicitações do Conar de retirada de anúncios das plataformas" da empresa.

Texto destaca impacto da comunicação nas crianças

Segundo o texto do manual, a "publicidade destinada ao público infantil deve observar a condição da criança e adolescente como pessoas em desenvolvimento, empreendendo ações que preservem a sua imagem e identidade nos meios de comunicação", além de "considerar o impacto da comunicação sobre valores éticos e sociais da criança, do adolescente e da sua família".

O guia ainda orienta que "ações publicitárias que promovam o download de aplicativos ou o sorteio de itens devem ser condicionadas à autorização dos pais quando envolverem a participação de crianças e adolescentes".

Há, também, um destaque para os criadores de conteúdo, que "devem informar, de forma clara e acessível, que se trata de conteúdo publicitário", independentemente do formato e em qual plataforma de mídia. "Se na publicação de conteúdo houver conteúdo publicitário, a mensagem deve explicitá-lo de forma que seja compreensível por crianças e adolescentes", diz o texto.

No final do ano passado, o Conar já havia produzido um extenso manual para a publicidade feita por "influenciadores digitais". Esse manual já destacava a necessidade "absoluta" de todo conteúdo "ser claramente identificado como publicidade", com a utilização de hashtags como #publicidade, #anúncio, #patrocinado, #conteúdopago, #parceriapaga, #publipost ou #publi.

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