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Mídia e Marketing

Diretora da L'Oréal: Diversidade torna Brasil um 'playground' para inovação

Renato Pezzotti

Colaboração para o UOL, em São Paulo

18/11/2021 17h37

Como acontece o desenvolvimento de produtos de beleza específicos para o público brasileiro? A diversidade de cores da população brasileira ajuda nisto?

O programa Mídia e Marketing desta semana recebe Patrícia Borges, chefe do digital e do marketing da L'Óreal Brasil, que fala ainda sobre os planos da empresa francesa, há 60 anos no país, de ter até 50% de suas vendas no ambiente online num futuro próximo —veja a entrevista acima, na íntegra.

"O mercado brasileiro é extremamente estratégico para o mundo todo. A diversidade de etnias é muito relevante. Dos tipos de cabelo que a L'Oréal cataloga no mundo, por exemplo, a gente tem todos. Isso nos torna um playground de inovação. É um centro de inovação da L'Oréal para o mundo", diz Patrícia (a partir de 26:19).

Atualmente, a L'Oréal é uma das maiores empresas de beleza do mundo. Possui 36 marcas em seu portifólio, sendo 20 delas com atuação no Brasil, quarto maior mercado de beleza do mundo. Por aqui, está presente com marcas como L'Oréal Paris, Garnier, Niely, Colorama, La Roche-Posay, Lancôme, Ralph Lauren e Giorgio Armani, por exemplo.

Para Patrícia, o futuro do negócio de beleza será cocriado com o ecossistema de startups —até por isso a companhia é mantenedora dos hubs de inovação Cubo, em São Paulo, e Fábrica de Startups, no Rio de Janeiro.

"Temos um papel fundamental em fomentar o ecossistema, até mesmo para se retroalimentar do que for criado lá. O e-commerce no WhatsApp, por exemplo, foi uma solução criada por uma startup, que tinha essa tecnologia. Só assim pode ser feito de forma rápida", diz (a partir de 14:55).

E, com o avanço da pandemia, como foi passar a vender via WhatsApp? Como a empresa tem se estruturado para ampliar suas vendas no digital?

"Acreditamos que, nos próximos anos, 50% das vendas acontecerão nos canais online. Hoje, este índice é de 29%. Estamos nos estruturando para isso, com mudanças nas áreas de Suprimentos, Logística, Comercial e Mídia", diz (a partir de 12:25).

A executiva ainda que conta que o índice de conversão nas vendas via WhatsApp é entre 10% e 14%. No e-commerce médio, este número não chega a 2%.

"Ter com quem conversar é muito relevante, ainda mais para o consumidor brasileiro, super social. Precisamos nos humanizar enquanto a gente se digitaliza e o WhatsApp, por exemplo, nos possibilita essa relação", declara.

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