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INSS ignora CGU e paga mais que o dobro em serviços de vigilância

31.mar.2022 - Greve dos peritos médicos reduz atendimentos nas agências do INSS de Porto Alegre (RS) - Evandro Leal/Enquadrar/Estadão Conteúdo
31.mar.2022 - Greve dos peritos médicos reduz atendimentos nas agências do INSS de Porto Alegre (RS) Imagem: Evandro Leal/Enquadrar/Estadão Conteúdo

Colaboração para o UOL

06/08/2022 17h24Atualizada em 07/08/2022 13h43

Relatório da CGU (Controladoria-Geral da União) do mês passado mostra que o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) realizou licitações 117,6% mais caras do que pregões analisados em 2021 para contratação de serviços de vigilância.

De acordo com o órgão, suspeitas de irregularidades já haviam suspendido as licitações no ano passado, porém, o INSS realizou novo pregão este ano com os valores ainda mais caros.

Unidades do Espírito Santo, Minas Gerais e Rio de Janeiro receberiam os equipamentos de vigilância, segundo o relatório. O valor total das licitações suspensas no ano passado chegou a R$ 77,88 milhões, enquanto este ano o gasto soma R$ 169,44 milhões.

A auditoria preventiva da CGU ainda aponta que as denúncias que motivaram a suspensão das licitações em 2021 sofreram "análise preliminar e incipiente" do INSS.

Por meio de nota, a assessoria do INSS disse que as providências necessárias estão sendo adotadas. "O INSS reforça seu compromisso com a transparência dos seus atos e com a busca de contratações que atendam ao interesse público, bem como que se pautem pelos princípios da eficiência e economicidade, propiciando o melhor atendimento à sociedade Brasileira".