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Saque-aniversário de Bolsonaro desvirtua o FGTS, diz ministro do Trabalho

Colaboração para o UOL, em Salvador

05/01/2023 20h32

Durante a edição das 18h de hoje do UOL News, o ministro do Trabalho, Luiz Marinho (PT), disse que o saque-aniversário desvirtua o FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço), como ser uma "poupança para proteger o trabalhador de um eventual desemprego". A medida foi aprovada no fim de 2019 pelo governo Bolsonaro.

"Quando o governo anterior abre o leque para o saque aniversário e para tudo quanto é tipo de saque, ele cria dois problemas. Primeiro, enfraquece o Fundo na sua tarefa de geradora de possibilidades de novos empregos, e, segundo, acaba com a poupança do trabalhador para protegê-lo no momento do futuro desemprego. Esse é o drama."

Ainda durante o programa, Marinho garantiu que a mudança não ocorrerá de forma imediata, mas sim depois de um debate com o Conselho Curados do Fundo e com as centrais sindicais. "Evidente que nós não somos o governo do 'canetaço'. Nós vamos sempre buscar construir o entendimento com o Conselho Curador do Fundo de Garantia, e também vamos discutir com as centrais sindicais", completou o ministro.

O saque-aniversário permite que o trabalhador resgate uma fração do saldo em sua conta do FGTS anualmente, fora das situações que dariam acesso a esses recursos. Conforme a Caixa, cerca de R$ 12,7 bilhões foram sacados em 2022 pela modalidade de saque-aniversário do FGTS. Em 2021, foram cerca de R$ 12,9 bilhões.

'Soldado é soldado', diz ministro que não queria assumir pasta do Trabalho

Em entrevista para o colunista do UOL Carlos Juliano Barros, em novembro do ano passado, o ministro do Trabalho e Emprego Luiz Marinho (PT) havia confessado que não tinha o desejo de assumir "nenhum tipo de ministério".

Segundo o deputado eleito, sua vontade era de atuar como "fiel escudeiro" de Lula (PT) na Câmara dos Deputados. No seu entendimento, à época, o mandatário precisaria de "respaldo no Congresso".

"Evidentemente, se for convocação? Convocação é convocação. Soldado é soldado. Mas, se fosse consultado, eu faço essa ponderação: "Bote o governo para funcionar. Se tiver alguma área que não está funcionando, depois você me chama", disse Marinho na ocasião.

Durante sua participação na edição das 18h do UOL News de hoje, o ministro do Trabalho em Emprego Luiz Marinho (PT) foi questionado sobre o que mudou desde a sua declaração, para aceitar assumir a pasta.

"Olha, eu achei que em janeiro estaria de férias, viajando com a esposa e com a família para assumir (o mandato de deputado) em primeiro de fevereiro, mas como eu disse, soldado é soldado, convocado cá estamos", destacou.

Sakamoto: PM do Rio matava por conta de guarda-chuva, agora mata por pedaço de pau

O colunista do UOL Leonardo Sakamoto comentou durante a edição das 18h do UOL News sobre a morte do catador de recicláveis, Dierson Gomes da Silva, morador da Cidade de Deus, que foi baleado pela Polícia Militar do Rio de Janeiro ao ter "confundido" um pedaço de pai que ele carregava com um fuzil.

Conforme o jornalista, a justificativa dada pela PM "foi um misto de miopia social, treinamento chinfrim, pode-atirar-que-é-só favelado e a certeza da impunidade".

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