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Petrobras pede para Ibama reconsiderar poço no Amapá com medidas adicionais

Segundo o Ibama, embarcações da Petrobras levariam 43 horas para socorrer animais caso houvesse vazamento - Ricardo Moraes/Reuters
Segundo o Ibama, embarcações da Petrobras levariam 43 horas para socorrer animais caso houvesse vazamento Imagem: Ricardo Moraes/Reuters

Do UOL, em São Paulo

24/05/2023 08h50Atualizada em 24/05/2023 13h56

A Petrobras informou que vai protocolar ainda nesta semana o pedido para o Ibama reconsiderar a permissão para perfurar um poço na foz do rio Amazonas, no Amapá.

O que aconteceu?

Empresa disse ter se reunido com representantes do Ibama e dos ministérios do Meio Ambiente e de Minas e Energia, para atender aos questionamentos dos órgãos ambientais.

Petrobras propôs criar base de tratamento de animais em Oiapoque (AP). "Desse modo, na remota possibilidade de ocorrência de um acidente com vazamento, o atendimento à fauna poderá ser realizado nas duas localidades", disse a companhia, que argumentou já ter um centro em Belém (PA) —a 830 km do local da perfuração.

Distância entre Belém e Oiapoque foi apontada pelo Ibama como um dos motivos para negar pedido de perfuração. Segundo a companhia, doze embarcações ficarão de prontidão para socorrer os animais em caso de emergência, estrutura maior do que a existente na Bacia de Santos.

Segundo o Ibama, embarcações da empresa levariam 43 horas para socorrer fauna caso houvesse um vazamento.

Petrobras ameaçou levar recursos para o Sudeste. "Caso se confirme o indeferimento da licença, a sonda e demais recursos mobilizados na região [...] serão direcionados para atividades da companhia nas bacias da região Sudeste".

Ibama rejeitou pedido para explorar petróleo na foz do Amazonas

Empresa quer perfurar um poço na Bacia da Foz do Rio Amazonas, no litoral do Amapá. Em despacho, o órgão ambiental disse que o projeto da petrolífera tem "inconsistências preocupantes para a operação segura em nova fronteira exploratória de alta vulnerabilidade socioambiental".

Região é apontada como o novo pré-sal. A estatal afirma todas as suas operações seguem "rigorosamente" as normas ambientais e de segurança.

O caso criou um impasse no governo, que se elegeu prometendo combate à crise climática e compromisso com a transição energética para bases sustentáveis. A ministra Marina Silva afirmou que irá endossar a recomendação do Ibama, seja qual for.