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Haddad: Sistema tributário é grande vilão pelas baixas taxas de crescimento

Do UOL, em São Paulo

25/05/2023 18h34Atualizada em 25/05/2023 19h34

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), disse hoje que o atual sistema tributário do país é o "grande vilão" e responsável pelas baixas taxas de crescimento do país. Ele esteve com o presidente Lula (PT) na Fiesp.

O que aconteceu

Haddad disse que o Congresso está "maduro" e a sociedade "ansiosa" para discussão do tema. A aprovação de uma reforma tributária é um dos objetivos do governo para este ano.

O ministro afirmou ainda que o governo está no caminho certo com a substituição de uma regra fiscal "anacrônica" e elogiou o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL). O novo arcabouço fiscal foi aprovado nesta semana na Câmara e ainda precisa passar pelo Senado.

Para o chefe da Fazenda, as taxas de juros futuras estão respondendo às medidas do governo. Ele lamentou que o mesmo não ocorra com a taxa presente — a taxa Selic é de 13,75% ao ano.

Haddad participou de um evento para celebrar o dia da indústria, na Fiesp, em São Paulo. Ele estava acompanhado do presidente Lula (PT), do vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB), e do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD).

O presidente do Congresso disse que a aprovação da reforma tributária é "obrigação cívica". Pacheco disse que a medida dará "um novo cenário" ao país.

O que disse Haddad?

Estamos no caminho certo substituindo uma regra fiscal anacrônica por uma moderna, que atende os interesses de um país em desenvolvimento e endereçando uma reforma tributária mais moderna"

[A reforma tributária] introduz no sistema tributário nacional um imposto de valor agregado que praticamente resolve uma boa parte dos vícios do atual sistema tributário que, na minha opinião é o responsável, o grande vilão pelas baixas taxas de crescimento da nossa produtividade. Não há como crescer com esse sistema"

O Congresso está maduro e a sociedade ansiosa para ver diante de si algo que dê segurança jurídica para os investidores e tão importante quanto isso, segurança jurídica para a base fiscal do Estado"