Superávit vigoroso fará Brasil não se ajoelhar ao mercado, diz Mangabeira

Para não se curvar diante do mercado financeiro e de suas exigências, o Brasil precisa apresentar um superávit vigoroso e se submeter a alguns sacrifícios. A análise é de Roberto Mangabeira Unger, filósofo, professor da Universidade de Harvard (EUA) e ex-ministro dos governos Lula e Dilma Rousseff, em entrevista ao UOL News nesta quarta (15).

Para construirmos um projeto de desenvolvimento do país, é um jogo no qual teríamos que fazer grandes sacrifícios. Teríamos que, de fato, impor superávits, aumentar nossas reservas em moeda forte e elevar a poupança privada e pública. Roberto Mangabeira Unger, professor da Universidade de Harvard (EUA)

Na opinião de Mangabeira, havia "uma extorsão de um cartel bancário contra o Brasil e o governo", por conta da elevada taxa de juros, que criou "uma bola de neve". Para o professor, o juro "foi mais uma causa do que consequência da degeneração da dívida pública".

Estas medidas não são para atender aos interesses e ao preconceito do mercado financeiro, mas exatamente pela razão oposta: para que o Brasil e seu governo não tenham que ficar de joelhos diante dos mercados financeiros e possa ousar na construção de um projeto rebelde de desenvolvimento nacional. Roberto Mangabeira Unger, professor da Universidade de Harvard (EUA)

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