Secretaria do Consumidor dá 20 dias para Enel se defender por apagão em SP

A Secretaria do Consumidor deu 20 dias para a Enel apresentar defesa sobre o apagão que afetou a capital e várias outras cidades da Grande São Paulo no início de novembro.

O que aconteceu

Órgão ligado ao Ministério da Justiça abriu processo administrativo sancionador contra a empresa. Segundo o despacho publicado hoje no Diário Oficial da União, a Enel violou o Código de Defesa do Consumidor pela interrupção no fornecimento de serviço essencial.

Apagão em São Paulo deixou ao menos 2,1 milhões de pessoas sem luz. O número foi alcançado no pico de desabastecimento após um temporal atingir o estado.

As chuvas também deixaram sete mortos em seis cidades. Os óbitos foram registrados em São Paulo, Osasco, Santo André, Suzano, Limeira e Ilhabela. Na capital paulista, duas vítimas estavam em um carro atingido por uma árvore que caiu. As outras cinco cidades tiveram uma morte cada, segundo a Defesa Civil.

Muitas pessoas precisaram se hospedar em hotéis. Outras perderam tudo que estava na geladeira. Uma idosa de 89 anos que usa respirador teve que passar a noite em um hospital porque estava sem luz em casa.

O que diz a Enel

A Enel informou ao UOL que apresentará sua defesa no prazo estabelecido.

A companhia reforça que o evento climático intenso do dia 3 de novembro causou danos severos à rede elétrica. Desde as primeiras horas após a contingência, a Enel mobilizou todos os esforços para restabelecer a energia e reconstruir a rede danificada. Em até 24 horas após o vendaval de mais de 104 km/h, a Enel São Paulo restabeleceu a energia para mais de um milhão de clientes, sendo que 88% dos clientes afetados tiveram o fornecimento normalizado em até 48 horas e 97% em até 72 horas. No início da contingência, a companhia priorizou o atendimento aos serviços essenciais, como hospitais, e escolas do Enem, além dos maiores blocos de carga. Os demais clientes tiveram o serviço restabelecido gradualmente, com a reconstrução de cerca de 200 km de rede elétrica em poucos dias após o evento climático.
Enel São Paulo, em nota enviada ao UOL

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