Bolsas dos EUA fecham em máximas históricas
NOVA YORK, 1 Ago (Reuters) - O Dow Jones e o S&P 500 fecharam em máximas históricas nesta quinta-feira, com o S&P 500 superando 1.700 pontos, apoiados em fortes dados sobre o mercado de trabalho e o setor manufatureiro.
A alta foi estimulada também pela decisão de bancos centrais que afirmaram que manterão seus estímulos monetários.
O índice Dow Jones avançou 0,83%, para 15.628 pontos. O índice Standard & Poor's 500 teve valorização de 1,25%, para 1.706 pontos. O termômetro de tecnologia Nasdaq subiu 1,36%, para 3.675 pontos.
A maioria das ações avançaram, com todos os dez setores do S&P 500 fechando no azul. As ações de empresas das áreas financeira, industrial e de bens de consumo --que são bastante sensíveis às perspectivas de crescimento econômico-- registraram os maiores ganhos. O índice de transportes do Dow Jones ganhou 3,2%, também renovou sua máxima no fechamento.
Os papéis do Google, que ganhou 1,9% para US$ 904,22, e da Apple, que ganhou 0,9% para US$ 456,67, figuraram entre as empresas que mais influenciaram a alta do S&P 500, além do setor financeiro. A ação do JPMorgan teve valorização de 1,5%, para US$ 56,54, enquanto a ação do Bank of America subiu 2,4%, para US$ 14,95.
Dados sobre pedidos iniciais de auxílio-desemprego nos Estados Unidos e sobre a indústria no país vieram melhores do que o esperado. O Instituto de Gestão de Fornecimento informou que seu índice de atividade manufatureira nacional avançou em julho para o maior nível desde junho de 2011.
"As conversas que temos ouvido é que o segundo semestre será melhor do que o primeiro. Isso, em certa medida, se confirmou. A expansão do ISM em diversos setores diferentes é uma das principais razões por trás do rali em Wall Street", disse o diretor de gestão do HighTower Advisors, Brian Amidei.
Bancos centrais globais mantiveram suas políticas monetárias expansionistas nesta quinta-feira, com o presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, reiterando que os juros do BCE continuarão nos níveis atuais ou mais baixos por um "período estendido".
Na quarta-feira, o Federal Reserve, banco central dos EUA, em seu mais recente comunicado, não ofereceu indicações de que uma redução no ritmo de seu programa de aquisição de ativos é iminente, uma vez que a economia continua a se recuperar mas ainda necessita de amparo.
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