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Grevistas na mina chilena Escondida impedem tentativa de retomada de operações

SANTIAGO (Reuters) - Funcionários em greve na mina de cobre Escondida, no Chile, a maior do mundo, estão bloqueando tentativas da BHP Billiton, proprietária da unidade, de retomar as operações em um importante porto nas proximidades, disseram a BHP e um grupo sindical nesta quinta-feira, à medida que a paralisação entra em sua sexta semana.

A companhia disse na terça-feira que estava gradualmente retomando as operações na mina após o maior sindicato de Escondida, que possui 2.500 membros e está em greve desde 9 de fevereiro, recusar três ofertas de renegociação.

A companhia pretendia reiniciar operações que não estão relacionadas às negociações antes de começar algumas operações de manutenção e finalmente retomar a produção de cobre, que está paralisada desde que os trabalhadores entraram em greve.

Mas os grevistas bloquearam o acesso a Coloso, um porto controlado pela BHP perto da cidade de Antofagasta e usado para exportar cobre, quando funcionários substitutos tentaram chegar ao local na quarta-feira. O bloqueio continuava nesta quinta-feira.

"Repudiamos as diversas ações que a mina Escondida está tomando para romper com a unidade demonstrada por membros do sindicato", disse o presidente do sindicato chileno de mineração FMC, Gustavo Tapia, em nota.

O presidente da Escondida, um representante da BHP, disse a um jornal local que a companhia iria insistir em acessar o porto, e mais tarde a mina em si, em pleno deserto chileno, no sudeste do país.

Ele disse ainda que, se a companhia não puder retomar todas operações, ao menos uma retomada parcial deve ser possível.

(Por Fabian Cambero e Gram Slattery)

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