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FMI reduz previsões de crescimento dos EUA citando falta de detalhes nos planos de Trump

WASHINGTON (Reuters) - O Fundo Monetário Internacional (FMI) disse nesta terça-feira que cortou as previsões de crescimento para a economia dos Estados Unidos para 2,1 por cento em 2017 e 2018, derrubando sua premissa de que os planos de corte de impostos e de gastos fiscais do governo do presidente Donald Trump vão impulsionar o crescimento.

Em comunicado após a revisão das políticas econômicas dos EUA, o FMI disse que o impulso da administração Trump para o crescimento anual de mais de 3 por cento por um período sustentado provavelmente não deve ser alcançado em parte porque o mercado de trabalho já está em um nível consistente com o pleno emprego.

Em abril o FMI projetou crescimento de 2,3 por cento em 2017 e de 2,5 por cento em 2018, com base em parte nos ganhos esperados com os cortes de impostos e novos gastos federais. Mas dada a falta de detalhes sobre os "planos ainda em evolução" da administração dos EUA, o FMI disse que decidiu remover o estímulo assumido de suas previsões.

O Fundo informou que os últimos planos de orçamento do governo Trump colocariam uma parcela desproporcional de cortes de gastos sobre as famílias de baixa e média renda, acrescentando que "isso pareceria contrariar as metas do orçamento de promover segurança e prosperidade para todos os norte-americanos".

Em vez disso, o FMI sugeriu uma política tributária que melhore a proporção entre a receita federal e o PIB, cortes mais equilibrados que reforcem a eficiência da rede de seguridade social e esforços para conter a inflação dos custos do sistema de saúde.

(Por David Lawder)

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