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Maioria do STF vota para manter Janot à frente de investigações contra Temer

Por Ricardo Brito

BRASÍLIA (Reuters) - Com o voto do ministro Ricardo Lewandowski, a maioria do Supremo Tribunal Federal (STF) votou a favor de manter o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, à frente de investigações contra o presidente Michel Temer.

Até o momento, todos os ministros acompanharam o voto do relator Edson Fachin que rejeitou o recurso da defesa de Temer para declarar a suspeição de Janot e impedi-lo de tomar atos em relação ao presidente.

Já votaram nesse sentido, além de Fachin e Lewandowski, Alexandre de Moraes, Rosa Weber, Luiz Fux, Dias Toffoli e Marco Aurélio Mello. Ausentes, os ministros Roberto Barroso e Gilmar Mendes, não participaram da votação.

Fux disse que é uma atribuição do procurador-geral processar o presidente da República e, em sua opinião, Janot sempre agiu de maneira adequada. Para o ministro, mesmo as manifestações extrajudiciais decorrem da posição institucional do procurador-geral.

"O procurador agiu no estrito limite das suas atribuições. Me custo a achar que essa frase seja diretamente interessada", disse ele, numa referência à frase de Janot "enquanto tiver bambu, lá vai flecha".

O ministro Dias Toffoli deu o voto mais rápido e, em segundos, acompanhou o voto dos demais.

Lewandowski, por sua vez, afirmou que uma eventual expressão "inusitada" de Janot também é endereçada a outros investigados. "O presidente da República não foi o alvo exclusivo do procurador-geral", disse.

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