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Acordo ferroviário entre Alstom e Siemens causa comoção entre políticos na França

MUNIQUE/PARIS (Reuters) - A Siemens e a Alstom devem anunciar um acordo para fundir suas operações ferroviárias na terça-feira, um avanço industrial franco-alemão para o presidente Emmanuel Macron, mas que está irritando os políticos da oposição.

O governo centrista de Macron disse que apoia os esforços para fortalecer a indústria francesa através de parcerias com empresas alemãs, desde que os empregos sejam salvaguardados. O Estado francês possui cerca de 20 por cento da Alstom.

Espera-se que a Siemens anuncie o acordo ferroviário com a Alstom na terça-feira, em vez de buscar uma alternativa com a canadense Bombardier, disseram duas fontes com conhecimento do assunto.

O acordo provavelmente verá a fusão da Siemens Mobility e da Alstom, na qual a Siemens teria 50 por cento mais uma ação, enquanto o presidente-executivo seria o atual chefe da Alstom Henri-Poupart Lafarge.

Os principais fabricantes de trens da Europa estão cada vez mais pressionados a combinar seus negócios, para fazer frente à concorrência da gigante chinesa CRRC, que está se expandindo globalmente.

Embora o governo francês tenha feito comentários apoiando o acordo, vários políticos da oposição e sindicalistas franceses expressaram preocupações.

O centro de suas preocupações é a possível perda de controle do trem de alta velocidade TGV - um símbolo do orgulho nacional, que destacou a habilidade de engenharia francesa - e possíveis cortes de empregos.

Na semana passada, o porta-voz do governo francês disse que a França não estava preocupada com a união entre Alstom e Siemens, desde que os empregos sejam protegidos. Uma fonte disse que a França não tem preocupações com o surgimento de quaisquer problemas antitruste decorrentes do acordo.

(Por Alexander Huebner e Cyril Altmeyer; reportagem adicional por Georgina Prodhan, Sudip Kar-Gupta, Maya Nikolaeva e Alwyn Scott)

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