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Texto final da reforma da Previdência será fechado até 4ª-feira e ficará próximo do atual, diz Meirelles

BRASÍLIA (Reuters) - O texto final da reforma da Previdência deverá ser fechado até quarta-feira e ficará próximo do formato atual, afirmou nesta terça-feira o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles.

No fim do ano passado, o governo já tinha abrandado a reforma, diminuindo o tempo mínimo de contribuição para 15 anos e deixando de fora quaisquer alterações nas regras para trabalhadores rurais e para a concessão do Benefício de Prestação Continuada (BPC), voltado para idosos e pessoas com deficiência.

Nesta tarde, o relator da reforma da Previdência, deputado Arthur Oliveira Maia (PPS-BA), disse que o texto da emenda aglutinativa será basicamente o apresentado no final de 2017, com uma nova mudança relacionada a viúvas ou viúvos de policiais. Segundo ele, o texto será apresentado na quarta-feira.

Falando a jornalistas após reunião de rotina com o presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, Meirelles também minimizou a forte reação dos mercados à possibilidade de mais aperto monetário nos Estados Unidos. O ministro classificou o episódio como volatilidade normal e pontuou que os mercados voltaram a se acalmar nesta terça-feira.

Ele também afirmou que não há necessidade de o governo brasileiro fazer qualquer tipo de intervenção em decorrência do que ocorreu.

"No momento os mercados estão líquidos todos. O mercado de juros está líquido, o mercado de câmbio está líquido, está tudo funcionando normalmente", disse.

Dados mais robustos sobre o mercado de trabalho norte-americano divulgados na sexta-feira já haviam reforçado a leitura de que o Federal Reserve, banco central dos EUA, poderá ser mais duro na elevação dos juros diante da pressão sobre a inflação na maior economia do mundo.

Essa expectativa engatilhou um movimento de aversão ao risco global, com bolsas despencando na véspera. Nesta terça-feira, contudo, houve recuperação. No Brasil, o dólar fechou praticamente estável frente ao real, a bolsa subiu 2,5 por cento e as taxas dos contratos futuros de juros de longo prazo encerraram a sessão em queda.

"No momento não se configura nos Estados Unidos uma crise econômica americana. Agora existe volatilidade normal de bolsa de valores, subiu muito, está fazendo um ajuste, vamos ver onde é que para esse ajuste", avaliou o ministro da Fazenda.

"Não acredito que haja dentro do quadro da visão deste momento impactos muito relevantes para a economia brasileira."

(Por Marcela Ayres)

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