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Maia defende votação da reforma da Previdência no dia 20

(Reuters) - O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), defendeu nesta quarta-feira a manutenção do dia 20 de fevereiro como data para votação da reforma da Previdência na Casa e afirmou que adiar a análise da proposta poderá ter o efeito de acabar com a mobilização em busca dos votos para aprovar a matéria.

Os comentários de Maia ocorrem depois de o líder do governo na Câmara, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), afirmar que dia 20 de fevereiro marcará o início formal da discussão da reforma e que a votação ocorrerá até o dia 28.

"Nós tivemos uma reunião, estamos conversando. Não tem nenhuma decisão de mudar a data. É claro que a data do dia 20 é uma data que precisa ser muito bem trabalhada, mas eu acho bom manter a data do dia 20 para que os esforços que estão sendo construídos tenham sucesso", disse Maia a jornalistas em Brasília.

"Toda as vezes que a gente adia as datas, em vez de estar gerando pressão para conseguir os votos, muitas vezes atrasa a mobilização. Então vamos manter o dia 20 para a gente garantir a mobilização para que a gente possa encerrar esse assunto dia 20, dia 21, dia 22 ou, no limite, dia 28 como está propondo o líder Aguinaldo", acrescentou.

Por se tratar de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC), a reforma da Previdência precisa de 308 votos favoráveis entre os 513 deputados em dois turnos de votação para ser aprovada na Câmara. Posteriormente a medida também terá de ser analisada pelo Senado.

Governo e base aliada têm enfrentado dificuldades para conseguir os apoios necessários para aprovar a reforma da Previdência, tema bastante impopular, o que afeta a avaliação dos deputados diante das eleições em outubro, quando a maioria dos parlamentares tentará a reeleição.

O ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, tem dito que o governo tem neste momento o apoio de cerca de 270 deputados.

Maia voltou a defender a necessidade da reforma e a dizer que só a colocará em votação se houver votos para aprová-la.

"O que eu disse é que eu não pauto sem voto. Vamos trabalhar para ter voto. O Brasil precisa da reforma da Previdência", disse o presidente da Câmara.

(Por Eduardo Simões, em São Paulo)

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